Mãe cria atelier de flores para ajudar trabalho humanitário da filha com refugiados: Flores para os Refugiados

Flores podem ter inúmeros significados, para quem dá e quem recebe. Para a jovem Gabriela Shapazian, 20 anos, flores permitem que ela ajude refugiados que fazem longas travessias de barco buscando um recomeço na Europa.

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Tudo isso começou em 2015, acompanhando a situação dos refugiados, Gabriela disse para a mãe Kety no seu aniversário de 16 anos que precisava ajudar aquelas pessoas. Kety foi primeiro para Lesbos, uma ilha na Grécia, por onde passam milhares de refugiados, e logo depois Gabi se juntou à mãe.

“A gente recebia os barcos e ajudava os refugiados naquele primeiro momento. Distribuía roupas, sapatos, meias e comida. Depois de algumas horas, eles eram levados pra outro campo, onde iam se registrar e seguir viagem”, lembra Gabi.

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Kety e Gabi no atelier. Foto: Reprodução/Instagram @floresparaosrefugiados

As duas ficaram 45 dias na ilha, mas Gabriela não parou por aí. De volta ao Brasil, não conseguia esquecer de tudo o que tinha vivido, absolutamente. A filha de Kety voltou mesmo apenas para terminar o Ensino Médio, não queria saber de vestibular, ENEM, nas férias seguintes, retornou para a Grécia.

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Para ajudar a filha nas despesas, Kety abriu um atelier de flores, o Flores para os Refugiados. Mas por que flores, redator? Eu explico.

Chá de bebê de casal de sírios

A ideia surgiu em um chá de bebê que Gabi e Kety ajudaram a montar para um casal de sírios na casa delas, em São Paulo. Uma das convidadas deu de presente para Kety um arranjo de flores pequenininho, dentro de uma garrafinha, e foi aí que surgiu a ideia de vender flores para financiar o trabalho humanitário da filha.

“Eu olhei pra aquilo e falei, ‘nossa, vou vender flor, e a Gabi vai continuar ajudando refugiados’. As pessoas que compram nossos arranjos sabem que uma parte desse dinheiro ajuda a minha filha a continuar trabalhando com refugiados. É por isso que a Flores para os Refugiados existe”, conta Kety.

As pessoas são muito felizes comprando o nosso arranjo porque elas fazem essa conexão. Muita gente que compra fala, ‘seus arranjos são lindos, o propósito é mais lindo ainda’. É muito gratificante!”

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vaso flores
Foto: Reprodução/Instagram @floresparaosrefugiados

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Foto: Reprodução/Instagram @floresparaosrefugiados

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Foto: Reprodução/Instagram @floresparaosrefugiados

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Gente, olha essa explosão de cores! Foto: Reprodução/Instagram @floresparaosrefugiados

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“Eu só consigo trabalhar com refugiados por conta do Flores”

Desde 2016, Gabi passa a maior parte do ano ajudando refugiados. Seis meses na Grécia, um ou dois meses na Turquia, ou em outro lugar que precisa da sua ajuda.

O trabalho só parou por causa da pandemia, assim que as coisas voltarem ao normal, lá vai Gabi de novo – nem sou tão velho assim, mas ver uma jovem brasileira fazendo diferença na vida dessas pessoas, dá um orgulho enorme de ser brasileiro!

Sem o apoio da mãe – e das flores, fiquei apaixonado pela combinação de tonalidades dos arranjos! – nada disso seria possível, né, Gabi?

“O apoio da minha mãe é extremamente importante. Eu não teria feito nada se ela não tivesse me apoiado desde o começo. Eu só consigo trabalhar com refugiados por conta do Flores. Eu uso esse dinheiro (parte dos lucros) pra pagar o aluguel, comida, crédito do celular, passagens. Qualquer gasto que eu tenha enquanto estiver viajando sai do Flores para os Refugiados”, agradece.

 

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Atividades realizadas com os refugiados

A situação dos refugiados na Grécia mudou completamente de 2016 pra cá. As fronteiras da Europa não estão mais abertas como em 2015, na primeira viagem que Gabi fez para Lesbos.

Gabi tem focado seu trabalho em centros de apoio e escolas, onde dá aulas de inglês. São lugares fora do campo onde os refugiados passam a maior parte do seu tempo, principalmente as crianças. Mas Gabi e outros voluntários fazem de tudo um pouco.

Ela já trabalhou bastante em galpões que recebem contêineres com doações, que depois são distribuídas para diversas organizações que fazem parte dessa rede de apoio ou diretamente no campo.

“Também passei uma temporada em Atenas dando aulas de inglês para jovens refugiados que estavam morando em um apartamento que um grupo de amigos meus estava bancando, enquanto eles procuravam um emprego. Ajudava eles a fazer currículo, com as aulas de inglês.”

jovem abraça refugiados chegando ilha lesbos grécia
Voaaa, Gabi! Foto: Reprodução/Instagram @floresparaosrefugiados

“Minha rotina é muito variada quando eu tô em Lesbos, principalmente. Eu acabo trabalhando sempre na mesma escola ou sempre no mesmo centro de apoio, só que sempre tem alguma emergência, e aí a gente se junta pra cozinhar pra milhares de pessoas, por conta dessa emergência específica. Ou a gente vai até o campo quando tem um incêndio pra tirar as pessoas de lá e colocar em um outro lugar, ou pra distribuir água, comida, enfim”, lembra.

Gente, que trabalho incrível da Gabi! Eu volto a dizer, que orgulho dessa menina.

Admiração também pra Kety, que criou um atelier de flores para esse trabalho humanitário ser possível.

Flores trazem felicidade e flores também salvam vidas: a Gabi é uma prova disso!

Esse conteúdo é uma colaboração entre Lancôme e Razões para Acreditar. Para ler outras histórias de floriculturas que compartilham a felicidade, clique aqui.

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