Mãe entra em coma e acorda ao sentir seu bebê em seu colo

Seria um milagre? Para muitos foi o que pareceu, porque a possibilidade de uma mãe sair do coma tão de repente era simplesmente inacreditável. Mas quem poderia imaginar que a resposta seria tão rápida depois de uma ideia tão simples? Exato. Um simples bebê faria toda a diferença.

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Porém, foi exatamente o que aconteceu em Fortaleza, Ceará, com Amanda Cristina Alves da Silva, 28, na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac-UFC), segundo a Revista Crescer. Ela acabou sendo levada para o hospital após uma crise intensa de convulsão, cujo problema ela tem desde os sete anos de idade. Assim, com 37 semanas de gestação, os médicos decidiram que o melhor era fazer uma cesárea de emergência sedando a mãe para garantir que ambos ficassem bem.

Logo depois do ocorrido, o bebê foi para a UTI neonatal, permanecendo lá por seis dias, enquanto a mãe foi para o pós-operatório na UTI obstétrica. Porém, não foi bem da forma que imaginavam. “Uma semana após a internação, começamos a retirar o remédio que a mantinha dormindo, porém, ela não respondeu como esperávamos. Só conseguimos desligar a sedação nove dias após sua entrada no hospital. Apesar de todos os exames atestarem que ela tinha boa resposta neurológica, ela não se movimentava, só mexia os olhos”, revelou a enfermeira Fabíola Nunes de Sá.

bebê é colocado ao lado da mãe

Nos dias que se seguiram, os médicos continuavam tentando de tudo para fazer com que a mãe acordasse, mas nada parecia dar certo. Assim, decidiram levar Amanda para uma outra unidade de saúde, uma vez que não havia como saber quanto tempo ela ficaria naquele estado. Mas foi aí que a enfermeira acabou tendo uma ideia, um último recurso: trazer o bebê para perto dela. No momento, aquela opção gerou uma preocupação pelo fato da mãe estar na UTI e junto a infectologistas, avalariam os riscos que aquela situação geraria para a criança. A conclusão? Não havia por que não tentar.

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Leia também: Relato de pai sobre a paternidade diz muito sobre a maternidade

Por incrível que pareça, o hospital, conhecido por práticas humanizadas, ganhou certo reconhecimento uma vez que nunca antes haviam feito algo parecido. Segundo o obstetra Carlos Augusto Alencar Junior, gerente de atenção à saúde e responsável por todos os setores, o que ocorreu depois foi simplesmente inacreditável.  “Já havíamos levado crianças para as mães na UTI, mas nunca com uma paciente com respostas tão limitadas, que mexia apenas os olhos. Na mesma hora, porém, ela teve os batimentos do coração acelerados e chorou”, revelou.

Para a enfermeira, o objetivo era apenas criar um certo vínculo entre ambos. “Colocamos Vitor Hugo em seu tórax e como ela não conseguia mexer os braços, nós levamos os braços dela até o bebê, para que a abraçasse. Foi quando vimos sair gotas de leite dos seus seios. Isso após 23 dias do parto! Jamais esperávamos uma resposta tão rápida assim”, contou.

bebê e mãe se recuperam

Acordada e consciente do que estava acontecendo, Amanda que é mãe também de Victoria Cristina e Christopher Bryan, se lembra de ter recebido o recém-nascido em seus braços. “A primeira cena que lembro desde que tive a crise de convulsão que me fez ir às pressas para o hospital é de ter um bebê em meus braços, de ter visto a cabecinha dele e também sentido o seu cheiro. Foi uma situação espetacular, mas ao mesmo tempo confusa. Quando já podia me comunicar, perguntei ao meu pai se aquele bebê era o meu. Passei a mão na barriga e vi que não tinha mais nenhum bebê ali. Sim, aquele era o meu filho!”, disse ela.

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Com o tempo, Amanda foi ficando mais e mais forte. Conseguiu se sentar com ajuda da fisioterapia, passou a mexer os braços e as pernas e, vinte dias depois, voltou para casa sem sequelas, com o filho em seu colo.

A Maternidade-Escola Assis Chateaubriand é um dos 40 hospitais do Brasil que é gerenciado pela Empresa Brasileira de de Serviços Hospitalares (EBSERH) do Ministério da Educação. Lá eles têm uma das mais antigas enfermarias e conta com um método conhecido como ‘método canguru’, no qual mãe e filho tem contato pele a pele). Antes, a prática só acontecia com mães que passavam pelo parto normal, mas nos últimos tempos ela tem sido expandida para as que fazem cesariana também. Segundo o obstetra, Alencar Junior, a prática diminui a infecção nos bebês, ajuda na amamentação e ainda quebra barreiras. Além disso, o hospital também faz parte da ”Colaborativa PROADI SUS”, parceria com o Ministério da Saúde que incentiva ideias que visam reduzir a mortalidade nas UTIs. A ideia como a da enfermeira Fabíola de colocar mãe e filho em contato, inclusive, partiu de uma dessas reuniões onde discutem caso a caso o que fazer com pacientes em casos graves. Agora, o hospital irá estudar o ocorrido com Amanda para avaliar a importância do contato entre mães e seus bebês.

bebê entra em contato com a mãe em coma
A enfermeira Fabíola que teve a ideia de colocar mãe e filho em contato pele a pele

O que você achou dessa história? A ideia de Fabíola realmente salvou a vida dessa mãe e quem poderia imaginar que algo assim tão simples mudaria o curso das coisas?

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Fotos: Reprodução/Maternidade-Escola Assis Chateaubriand.

Fonte: Revista Crescer.

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