Mãe doa rim para filha que fazia hemodiálise há mais de um ano no Pará: ‘Vida nova’

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Mãe doa rim para filha que fazia hemodiálise há mais de um ano no Pará

O Dia das Mães, ocorrido no último domingo (9), foi muito especial para Agna Lessa Assunção, 36 anos, e sua filha, Adriana Almeida, 20 anos.

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Isso porque a mãe doou um dos rins que permitiu o transplante tão urgente da filha, que tem lúpus, uma doença autoimune que comprometeu o órgão da jovem no ano passado e que desde então fazia hemodiálise 3 vezes por semana em Santarém (PA).

A operação ocorreu no dia 22 de março no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA). Desde então, Adriana estava em recuperação na unidade hospitalar, que atua como referência para atendimentos de alta complexidade na região Norte do país.

Nos últimos dez anos, o HRBA trabalha na captação de órgãos para pacientes na lista de espera, tendo realizado 70 transplantes.

Mãe doa rim para filha que fazia hemodiálise há mais de um ano no Pará: 'Vida nova' 1
Família celebra o dia das mães, após o transplante. Foto: Ascom Hospital Regional do Baixo Amazonas

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Segurando o choro, Agna contou que sentiu muita convicção ao decidir doar o órgão que deu a vida à filha pela segunda vez. “Ela é minha única filha e tudo que mais amo. Eu fiz a doação, mas o presente que realmente importa é vê-la se recuperando. Dei a vida a ela duas vezes”, contou.

A mãe de Adriana nasceu em Oriximiná, no interior paraense, onde trabalha como técnica em enfermagem e destaca que conhece a realidade dos pacientes em hospitais. “Quando você se depara com a realidade de uma pessoa no leito de hospital esperando um transplante renal para se libertar é dolorido. Se eu tivesse dez rins, todos eu doaria a minha filha. Eu seria capaz de ir para a máquina [de hemodiálise], só para dar a ela o outro rim. Amor de mãe é incomparável”, afirmou Agna.

Sua filha tem lúpus desde os 14 anos – uma doença autoimune que ataca as estruturas saudáveis do próprio organismo. No ano passad, a jovem foi diagnosticada com doença renal crônica e, desde então, realizava regularmente sessões de hemodiálise.

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Nesse tipo de terapia, uma máquina faz o trabalho de limpeza e filtragem do sangue, quando o rim não funciona corretamente. “Realizava hemodiálise três vezes por semana. Eram quatro horas ligada à máquina e muitas vezes chegava em casa e passava mal, por ser um tratamento difícil”, compartilhou Adriana.

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O cirurgião-geral e urologista Alberto Tolentino foi quem realizou o processo de transplante de rim da mãe para a filha e relembra que todas as etapas de compatibilidades foram cumpridas.

“Realizamos a captação da mãe e transplantação na filha, em cirurgias que totalizaram cerca de oito horas e meia. Com esse rim saudável, estamos possibilitando que a Adriana retome suas funções renais, não precisando mais realizar as longas e difíceis sessões de hemodiálise”, explicou.

Vida nova

Uma semana após o transplante, Adriana recebeu alta do hospital e retornou para casa.

Ao sair do leito, ela recebeu homenagem dos profissionais da unidade do hospital. Hoje, vê a operação como uma chance de recomeçar. “Agora é vida nova e esperanças renovadas. Agradeço a toda a equipe pelo acolhimento. É a minha nova chance, é minha oportunidade de viver melhor e eu consegui”, declarou.

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Nos próximos meses, Adriana segue em acompanhamento ambulatorial, realizando avaliações e exames periódicos. Além da questão renal, o transplante auxiliará no fortalecimento do seu organismo, e por consequência, o tratamento do lúpus – doença que não tem cura.

Fonte: O Liberal
Fotos: Arquivo pessoal

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