Mãe que salvou os três filhos de incêndio volta para casa

Ao ver seus filhos, Gaia, 1 ano e 10 meses, Damião, 6 anos, e Samuel, 10, em perigo Marcela Reis não pensou duas vezes, atravessou um andar inteiro da sua casa em chamas para pegar uma escada e salvá-los no andar superior.

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“Eu estava dormindo com Gaia e acordei quando ouvi o estrondo dos vidros se quebrando. Fui olhar e já vi o fogo lá embaixo. A primeira coisa em que pensei foi na escada que tinha do lado de fora. Desci e atravessei, porque ainda tinha espaço para passar. Provavelmente, foi na cozinha que respirei a maior quantidade de fumaça tóxica”, contou a mãe para a revista Crescer.

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Após retirar as crianças com segurança, ela foi até a casa da cunhada e só então, com a ajuda de uma vizinha médica, ela se deu conta de que estava com muitas dores. “Só nesse momento, notei que estava com bastante dor. Antes, quando ainda estava na casa, eu sentia calor, ardência, mas não tinha noção da gravidade. Desde que entrei no carro, não lembro de mais nada. Só sei do que aconteceu pelo que me contam”, relata.

Os vizinhos e amigos, que também chamaram o Corpo de Bombeiros, apagaram o fogo.

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No hospital, ficaram sabendo que o estado de Marcela era gravíssimo. “Eles chegaram a dizer que o risco de eu não resistir era muito alto. Disseram que, se eu não reagisse em quatro dias, eu provavelmente não reagiria mais”, conta.

“Meu marido, então, decidiu que não aceitaria isso e viajou até a cidade de Abadiânia, no interior de Goiás. Ele foi atrás de um médium, que fez uma cirurgia espiritual em mim, usando o corpo do Rodrigo como meu representante. No dia seguinte, os médicos refizeram os exames no meu pulmão e não tinha mais nada!”, conta Marcela. “Eu estava com 30% do corpo queimado e com o pulmão extremamente comprometido”, afirma.

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Ela ficou um mês em coma induzido na UTI.  “Lembro que eu pensava estar em um avião, de achar que eu tinha sonhado… Eu não sabia o que era fantasia e o que era realidade. Era tudo muito confuso”, lembra. “A primeira coisa que eu queria saber era como estavam meus filhos. Eu queria saber se eles estavam bem”, fala.

Após acordar, ela ainda ficou internada e só dava para receber visitas de seu marido, pois na UTI não são permitidos visitas de menores de 12 anos, ou seja, não podia ver nenhum de seus filhos. “Eu sentia saudade. Chorava muito. Não podia ver um bebê, uma criança na televisão, que desabava. Enquanto eu estava ali, Gaia aprendia a falar várias palavras novas, pediu para fazer cocô no penico, meu filho perdeu o primeiro dente… E eu não podia acompanhar nada”, recorda.

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“No dia do meu aniversário, os médicos abriram uma exceção e me deixaram falar pelo telefone com os meninos, mas minha pressão despencou e a ligação foi cancelada. Fiquei dois meses sem ver, nem conversar com eles. Foi muito difícil”, desabafa.

No dia 6 de julho, ela foi transferida para o quarto e, finalmente, no dia 10, foi para casa, porém ainda com a pele sensível e sentindo dores. “Sei que vai demorar. Estou fazendo uma série de tratamentos dermatológicos, como fisioterapia dermato-funcional, e também acompanhamento psicológico. Um dia vou superar, mas, hoje, não consigo chegar nem perto do fogão”, afirma.

Temporariamente alocados em um apartamento emprestado pela mãe de uma amiga, Marcela está de licença-médica até o final do ano e a renda de Rodrigo sozinho não é suficiente para arcar com tudo.

Para ajudá-los, amigos criaram uma campanha em um site de financiamento coletivo para arrecadar o valor necessário para reconstruir a moradia da família, na Granja Viana, em São Paulo. A meta é juntar R$ 200 mil até o dia 24 de setembro.

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“Contamos com a ajuda de muita gente. O apartamento em que estamos foi cedido por uma amiga, a escola dos meninos também ofereceu uma bolsa para eles até o final de ano, os pais de outras crianças, engenheiros, inclusive, nos ajudaram a avaliar o que deveria ser feito na reforma. Aprendi muito sobre o ser humano com tudo o que aconteceu”, diz Marcela.

Em um vídeo publicado no Facebook, Rodrigo fala sobre a campanha e detalha os gastos com a reforma e com a recuperação da esposa.

Posted by Ação entre amigos on Quarta, 5 de agosto de 2015

Fonte: Revista Crescer

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