Marca do Camboja tem zero desperdício ao criar peças novas com sobras de tecidos

Já pensou o quanto de desperdício acontece nas fábricas de roupas? O tanto de tecido que é desperdiçado?

O mundo fashion está, pouco a pouco, abrindo os olhos para resolver problemas graves. Além de ter que lidar com o trabalho escravo, também precisa se alinhar às questões ambientais. Neste cenário, a Tonlé, marca de roupas do Camboja, se destaca por suas práticas sustentáveis: tem zero desperdício ao criar peças novas com sobras de tecidos, além de empregar a comunidade local de forma digna.

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Infelizmente é comum ver grandes grifes alocando suas fábricas na Ásia ou em países subdesenvolvidos pelo baixo custo da mão de obra, que muitas vezes vira trabalho escravo, e criando escritórios sofisticados em metrópoles, bem longe da produção. Falando em danos ambientais, só para se ter uma ideia do desperdício que essa indústria causa, atualmente existem 100 milhões de quilos de tecidos em todo o mundo sendo jogados fora, o que equivale ao peso de 14 navios de cruzeiro. Além disso, 70% da poluição da água na China provém da moda.

A Tonlé vai na contramão desse movimento. Sua produção é sustentável, 100% local, em harmonia com o meio ambiente. Prezando por bons materiais e design moderno, criou uma rede que envolve cerca de 40 pessoas, em sua maioria mulheres de poucos recursos. A criadora de tudo isso é Rachel Faller, que notou as falhas da moda e quis fazer a sua parte para revertê-las, mostrando que é possível ser sustentável em todo o seu processo e ainda assim vender roupas.

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A escolha pelo país asiático se deu pela chance de ajudar as moradoras locais. O intuito não é ser apenas um emprego, mas uma ferramenta de empoderamento e independência para as funcionárias, que sustentam suas famílias, têm novos aprendizados e evoluem com suas vidas. Ou seja, o negócio tem impacto positivo em várias frentes, além de ser ética, palavrinha tão pequena mas tão poderosa.

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O processo todo começa com a coleta de resíduos de fabricantes de roupas em massa, as lojas fast fashion, que seguem para as pequenas oficinas. Usando cada último segmento, que a gente chama popularmente de “trapo”, criam roupas artesanais e acessórios assinados por cambojanos. Os tecidos, pigmentados de forma natural, são cortados em pequenas tirinhas para depois serem agrupadas e transformados numa peça. É um patchwork de vovó, mas não é igual porque é um pouco mais moderno, contou Rachel ao Huffington Post.

O que seria jogado no lixo, tanto pela Tonlé quanto por outros fabricantes, acaba resultando em roupas elegantes e aparentemente muito confortáveis. Nós acreditamos que o estilo é mais do que o que você veste – é o que você escolhe ser parte de. Quando você compra tonlé, você está comprando uma peça única que carrega significado através de culturas e continentes”, descreve a marca em seu site oficial. A esperança de Rachel é que a ideia de zero desperdício se espalhe tanto, até que nem seja mais o diferencial de sua marca.

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Além dela, há outros bons exemplos, como a  Elvis & Kresse, que produz bolsas e cintos de luxo no Reino Unido a partir de mangueiras de hidrantes recicladas. Além de evitar mais lixo sendo gerado, a empresa dá 50% do lucro para a instituição filantrópica dos bombeiros, The Firefighters Charity.

Não há mais dúvidas de que modelos de negócios sustentáveis funcionam, dão lucro e colaboram não só com o mercado, mas com as pessoas. Confira mais bons exemplos na nossa matéria sobre Fairtrade, movimento que visa o comércio justo.

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