Medicamento para transplantados pode aumentar a expectativa de vida dos cães

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Só quem tem um cãozinho sabe das delícias que é ter um companheiro de quatro patas sempre ao nosso lado, mas, infelizmente a vida deles é muito mais curta do que a nossa. No entanto, a ciência acaba de descobrir que um medicamento usado para diminuir o risco de rejeição em transplantados pode aumentar a expectativa de vida deles!

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Quem está à frente da pesquisa são os cientistas do Dog Aging Project (Projeto de Envelhecimento Canino), que procura entender como os genes, estilo de vida e até mesmo ambiente influenciam o envelhecimento dos animais.

garota sorrindo com cachorro
Foto: Sam Manns

Estudos feitos em ratos de laboratório mostraram que o imunossupressor rapamicina (substância que pode ajudar a combater o processo de envelhecimento) pode prolongar a vida deles em até 14%.

O próximo passo é realizar novos testes para comprovar a eficácia em cães e até em outros mamíferos. Os imunossupressores costumam ser usados para reduzir a eficiência do sistema imunológico e assim diminuir o risco de rejeição de transpantes.

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“Até agora ninguém se propôs a praticar a gerontologia canina”, diz a médica veterinária Kate Creevy – líder do projeto, ao explicar o objetivo de sua pesquisa. A gerontologia estuda o processo de envelhecimento e o que fazer para se ter uma melhor qualidade de vida ao longo dos anos.

cachorrinho no colo
Foto: Gulyás Bianka

Seu colega Matt Kaeberlein, professor de patologia na faculdade de medicina da Universidade de Washington, estuda tratamentos antienvelhecimento com rapamicina desde 2006, inicialmente em vermes e moscas.

Segundo ele, diversos seres humanos compartilham processos de envelhecimento semelhantes: “Parece haver processos moleculares compartilhados no processo de envelhecimento que atravessam muitos organismos diferentes”, explica.

A diferença é que, como os seres humanos vivem mais, precisaríamos de muito mais tempo para descobrir os resultados. É por isto que, pelo menos por enquanto, as cobaias precisam ser próximas dos humanos biologicamente, mas com uma vida mais curta.

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Dog Aging Project

O projeto Dog Aging Project surgiu em 2011, quando Kaeberlein se uniu ao biólogo Daniel Promislow e a veterinária Kate Creevy. Como o próprio nome diz, o objetivo do grupo é estudar o processo de envelhecimento única e exclusivamente dos cães. E a escolha faz todo o sentido!

Segundo eles, cachorros atendem aos critérios das pesquisas, por terem uma expectativa de vida média de cerca de uma década, além da exposição diária a um ambiente de vida humano, com suscetibilidade natural a muitos dos mesmos problemas, como doenças cardíacas e câncer.

cachorro na cama
Foto: Roberto Nickson

O trio também busca compreender a ligação entre o tamanho dos animais e a expectativa de vida deles. A ideia é coletar perfis genéticos e dados de exames veterinários de centenas de animais cujos donos colaborarão de forma voluntária, formando assim um grande banco de dados.

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Testes

Algumas raças possuem mais chances de desenvolverem certas doenças, como por exemplo golden retrievers o câncer e pinschers, doenças cardíacas. Sendo assim, o grupo pretende testar o imunossupressor e ver se o medicamento é capaz de retardar o avanço destas doenças, dando mais tempo de vida a estes animais.

Se retardar, Kaeberlein afirma que terá encontrado evidências de que “existe uma biologia molecular do envelhecimento” comum a todos os cães e possivelmente outros mamíferos.

Para realizar os testes, Kaeberlein administrará a rapamicina ou um placebo a 500 cães de meia idade por três anos. Ao comparar a vida útil dos cães que tomaram a droga com os que comem placebos, ele diz ser capaz de determinar se seu tratamento realmente funciona.

menina no parque com cachorro
Foto: Dog Aging Project

Diversos testes já mostraram a possível eficácia da rapamicina em animais, que pode aumentar a atividade cardíaca nos animais, o que pode ser interpretado como uma melhora na cognição.

Fonte: Olhar Digital

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