Médico dá comida e um ‘tapa no visual’ de sem-teto faminto

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O homem que deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento de Peruíbe, no litoral de São Paulo, não tinha problemas de saúde, mas fome. Um médico e as enfermeiras da unidade trataram de alimentar e dar um ‘tapa no visual’ do morador de rua.

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Ele foi levado à UPA pelo SAMU como um “desconhecido” com quadro de “surto”. Apesar de falar algumas frases desconexas, o paciente tinha apenas fome. A fome era tão grande que só aceitou tomar banho, aparar a barba e cortar o cabelo em troca de duas marmitas, no próprio hospital.

Leia também: Cabeleireiro ‘viraliza’ ao atender morador de rua em avenida de SP

O médico Bruno Chehade Pereira, responsável pelo atendimento, nem precisou medicar o morador de rua. Em entrevista para o G1, ele diz que perguntou se o homem tinha fome e ele respondeu que sim. “Então, fui até a cozinha, peguei uma ‘quentinha’ e dei pra ele. Estava com tanta forme que o arroz caía da boca”, lembra.

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Além de dar comida, Bruno cortou o cabelo do paciente e fez sua barba. Depois da transformação, ele parecia outra pessoa. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o paciente estava sem documento de identidade.

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Ele agradeceu o gesto do médico e das enfermeiras e preferiu ir embora sem dar mais detalhes, como nome e idade. A equipe de Assistência Social disse que fará um levantamento para tentar localizar o cadastro do morador e prestar acompanhamento.

Não é a primeira nem será a última vez

O atendimento de Bruno e das enfermeiras não é um caso isolado. Nas redes sociais, várias pessoas postaram agradecimentos com a repercussão do caso. Bruno também costuma receber cartas de crianças depois dos atendimentos na pediatria.

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Quando trabalhava em Joanópolis, no interior de São Paulo, há dez anos, ele foi eleito como o melhor médico pediatra da cidade em uma pesquisa de opinião pública.

“Eu gosto de usar a seguinte frase: se eu não conseguir curar, tento aliviar o sofrimento das pessoas. Venho de família humilde, já passei por muitas dificuldades e sei que às vezes as pessoas precisam apenas de um pouco de atenção. É muito mais que um medicamento”, explica o médico.

Antes de trabalhar na UPA, Bruno foi médico do Exército e da Polícia rodoviária Federal, além de atuar como cirurgião estético.

crédito das fotos: Bruno Chehade Pereira/Arquivo pessoal

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