Como você pode ajudar a retirar o óleo nas praias do Nordeste agora mesmo

As populações litorâneas têm se organizado de forma independente para retirar o óleo das praias com as próprias mãos, fazendo o possível e o impossível.


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O derramamento de centenas de toneladas de óleo no litoral nordestino está destruindo a vida marinha a uma velocidade assustadora. Trata-se de um dos maiores desastres ambientais da história recente do Brasil.

De acordo com informações da Marinha, cerca de 600 toneladas de resíduos tóxicos já foram retirados. O recolhimento tem sido feito em um esforço conjunto de órgãos federais, estados, municípios e voluntários. Muitos voluntários!

Segundo o boletim mais recente do Ibama, lançado na última sexta-feira (19), 2.190 filhotes de tartarugas marinhas foram capturados preventivamente na Bahia e 624, em Sergipe. Há, infelizmente, centenas ou quiçá milhares de animais mortos com o desastre.

Em meio à tragédia, centenas de ações de resgate do Ibama, da Marinha e da Petrobras estão em curso, em parceria com órgãos dos governos estaduais e municipais.

No entanto, somente a ação do Estado não tem sido suficiente

As populações litorâneas têm se organizado de forma independente para retirar o óleo das praias com as próprias mãos, fazendo o possível e o impossível!

Apesar de desencorajada pelas autoridades, diversos grupos da sociedade civil, incapazes de ficarem parados vendo o óleo destruindo as praias, os corais e os manguezais, mobilizam todos os seus esforços na tentativa de reduzirem os danos do derramamento.

O desastre colocou em risco o ecossistema e seus meios de vida, baseados na pesca, no cultivo de ostras e mariscos e, principalmente, no turismo ecológico.

Em meio a tudo isso, duas entidades estão se destacando pelos esforços em reduzir o impacto do desastre: o Salve Maracaípe, que atua no litoral de Pernambuco, e o Guardiões do Litoral, no litoral da Bahia.

As organizações não-governamentais lançaram campanhas de financiamento coletivo para cobrir custos de alimentação e deslocamento dos voluntários, equipamentos de EPI, como luvas, galochas e máscaras, sacos plásticos, entre outras coisas necessárias neste momento de emergência. É importante frisar que o óleo é extremamente tóxico.

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Voluntários removem mancha de óleo da praia de Tamandaré, em Pernambuco. Foto: STRINGER/REUTERS

Como ajudá-los

Você pode contribuir com o Salve Maracaípe clicando aqui e com o Guardiões do Litoral aqui.

Caso você não tenha condições de ajudar financeiramente, compartilhe o link das vaquinhas em suas redes sociais. Os grupos atualizam constantemente as condições do litoral: Salve Maracaípe e Guardiões do Litoral.

Leia também:

Aqueles que desejarem doar EPIs ou fornecer outros equipamentos de segurança podem entrar em contato com o Recife Sem Lixo.

Por mais nobre e louvável que seja arregaçar as mangas e limpar as praias por conta própria, é dever do Estado brasileiro e suas instâncias inferiores atuarem com ações efetivas, apoiando essas comunidades. Cobrar ações dos governos é tão importante quando atuar civicamente.

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Foto: Clemente Coelho Júnior/Instituto Bioma Brasil

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Fontes: Ciclo Vivo/Huffpost Brasil

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