“Perto dos 50, adotei um filho e reinventei minha vida”

Nunca é tarde pra recomeçar. Que o diga Fátima Provençano, personal trainer de 52 anos, que conta neste depoimento como mudou toda a sua vida depois da chegada do filho Benjamin.

“Fui casada por dezessete anos, e houve um período em que experimentamos deixar que a gravidez viesse naturalmente. Ela não veio. Como estava mais preocupada em viver a vida, parei de pensar nisso. No fundo, sabia que ainda não estava preparada.

Depois de um tempo, começamos a trilhar caminhos diferentes. Aos 33 anos, eu, que trabalhava em banco, decidi cursar educação física e recomeçar do zero. Estava no meio da separação e mal tinha uma profissão. Mas conquistei alunos, reestruturei a vida e, perto dos 45, um desejo grande de ser mãe aflorou em mim.

Acabei entrando na fila da adoção, apesar de me dizerem que eu estava maluca porque não tinha mais idade. Eu sonhava de olhos abertos e fechados que seria um menino.

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“Aprendi a escutar minhas vontades”

Quando me chamaram para conhecer o Benjamin, ele tinha 1 ano e 7 meses. Parecia que o universo tinha conspirado desde que eu dei o ok para me tornar mãe adotiva porque foi o tempo de ele ser gestado e levado para o abrigo. Eu sabia que era meu filho na hora em que a assistente social ligou.

Hoje, tenho a sensação de que o Benja veio para me dar uma nova vida. Passei a ver tudo com outro olhar e nem me reconheço de tanta força que descobri em mim como mãe. Por ele, me mudei do Rio de Janeiro para Maceió, um lugar mais seguro. E comecei tudo de novo, desta vez, casada com a Vanessa.

De toda essa experiência, aprendi que a gente deve escutar nossas vontades. Maternidade dá trabalho, então, para estimular o autocuidado, criei uma plataforma chamada 50maisleve, porque é preciso estar bem para criar uma criança. Somos uma família muito feliz!”

 

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Texto: Romy Aikawa
Foto: Renner Boldrino

Conteúdo publicado originalmente na TODOS #43, em maio de 2022.

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