Startup capacita empresas e jovens de minorias para um mercado de trabalho mais inclusivo

A ideia nasceu de um sonho de um jovem nascido em uma família pobre de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Leizier Pereira conseguiu estudar, se formar, se firmar no mercado de trabalho e “venceu o Brasil”, como ele mesmo diz. Mas Leizier queria que mais jovens tivessem a mesma oportunidade. 

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Foi então que decidiu criar a startup “Comunidade Empodera”, uma plataforma que capacita jovens de minorias para o mercado de trabalho, prepara as empresas para dar chances a esses talentos e faz a ponte entre os empregadores e potenciais profissionais de sucesso que não se desenvolveriam sem as condições adequadas.

Para os candidatos

A Comunidade Empodera já tem quase 50 mil jovens cadastrados no seu banco de talentos e mais de 400 já foram empregados por meio da iniciativa. A grande maioria é de jovens em início de carreira, universitários, recém-formados, sendo 60% mulheres, 55% negros, 15% LGBTI+ e 5% pessoas com deficiência, imigrantes ou refugiados. A faixa etária gira em torno de 18 a 34 anos de idade.

Por meio do site, eles conseguem acessar diversos conteúdos sobre como elaborar um currículo, como se comportar em uma entrevista, como participar de dinâmicas de grupo, como construir narrativas interessantes, como elaborar vídeos de apresentações pessoais para os processos seletivos.

Eles também aprendem sobre autoconhecimento, liderança e empreendedorismo e têm educação para cidadania e conteúdos para engajamento nos grandes temas do país: educação, saúde, segurança pública, política, direito, meio ambiente, ciência e tecnologia.

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Leizier Pereira criou a Comunidade Empodera para outros jovens terem as oportunidades que ele teve. Foto: Divulgação

“São mais de 7 mil conteúdos de muita qualidade gerados pelos melhores especialistas de carreira do país. Desta forma, tem um jovem quilombola no interior da Bahia, um ribeirinho no acre, uma jovem do capão redondo zona leste de SP, uma jovem da rocinha favela do RJ, um jovem do Leblon e outro do Itaim SP, usufruindo do mesmo conteúdo. O que antes era acessado apenas por uma pequena elite, hoje está disponível para TODXS. A tecnologia está a serviço da inclusão e transformação social”, avaliou Leizier.

Além dessa capacitação online, a Comunidade Empodera também realiza capacitação presencial e recrutamento em escolas, universidades, diretórios e centros acadêmicos e organizações estudantis ou instituições de formação educacional.  

Para as empresas

As empresas ganham ao recrutar talentos que possivelmente elas não teriam acesso sem o intermédio da plataforma. As empresas clientes da Comunidade Empodera lançam seus processos seletivos para estagiário, trainee e analista júnior no site e nas redes sociais da startup e os jovens se inscrevem. Os mais preparados para as vagas são escolhidos.

Além do recrutamento, as empresas também são capacitadas para promoverem um ambiente de trabalho mais inclusivo e aberto à diversidade. A Empodera treina os profissionais para entender melhor as questões de gênero, raça, sexualidade, deficiência e outras características do novo público que está sendo inserido nas corporações. Os trabalhadores das empresas também aprendem sobre sensibilização e educação na promoção de mais diversidade e inclusão e são preparados para impulsionarem os jovens que vão ser somados ao quadro de colaboradores.

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Foto: Divulgação

Dentre as empresas parceiras estão: Google, Boticário, Natura, Reserva, Santander, Twitter, Itaú, Fundação Lemann, Pepsico, Souza Cruz, White Martins, Bayer Bayer, Gerdau, JP. Morgan, Enel, DPA Brasil, B³ Brasil Bolsa Balcão, Beleza Natural, Brookfield, Bank of America Merrill Lynch, Boehringer Ingelheim e United Health Group.

Visão do idealizador

Leizier Pereira nasceu numa família humilde Apesar das dificuldades, ele cita que detinha alguns privilégios, como o fato de ter uma família estruturada, com pai e mãe e valores sólidos, o que o fez se formar em engenharia de telecomunicações em uma universidade pública federal.

Depois, ingressou na indústria de alta tecnologia e passou mais de 20 anos no mercado de trabalho com carreira bem sucedida. “Da classe D, saltei para a classe média alta, fazendo parte do 1% de renda mais alta do país. Sinto muito orgulho da minha história, sou o herói da minha família, mas me sinto indignado de viver em um país onde você precisa ser um herói para melhorar de vida”, disse.

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Mais pra frente, foi professor voluntário de matemática em um curso preparatório para o vestibular de um projeto inclusivo e nessa época ele percebeu o quanto o ingresso de minorias nas universidades tinha aumentado, mas isso não tinha resultado no ingresso no mercado na mesma proporção. Foi então que surgiu a Comunidade Empodera.

Somos parte de um grande movimento de mudança, que acredita que é possível construir uma sociedade mais justa, menos desigual, mais inclusiva e que ofereça oportunidades iguais para todos. E a Empodera nasce com o desejo de ser a maior plataforma de inclusão de jovens, especialmente oriundos de grupos de minorias nas empresas do Brasil”, finalizou.

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