Modelo com Down dribla preconceitos e conquista carreira internacional: ‘Nada pode me limitar ou definir’

Desde criança, a modelo Maria Júlia de Araújo (ou Maju de Araújo), 19 anos, enfrentou muitos desafios – e velhos preconceitos do dia a dia.

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“Quando você cresce sendo julgada, alvo de piadas e comentários cruéis, eventualmente pode se entristecer. É difícil crescer em meio a tanta maldade e ignorância. Mas eu tenho potenciais e limitações, eu sou diferente, mas não sou menos capaz que as outras pessoas. Até hoje, muita gente tenta me diminuir e afirmar que eu não mereço estar onde estou, mas sei que isso não é verdade”, disse Maju, que nasceu com síndrome de Down.

Descoberta há três anos no grupo MGT, composto por empresas que atuam no segmento artístico, inclusive na moda, a jovem conta que estudou muito para conseguir o reconhecimento desejado.

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“Eu e minha família investimos intensamente, buscando sobretudo uma formação profissional e de qualidade na área”, afirmou.

“Me descobrir, não pela beleza exterior, mas pelo poder de influência e exemplo que o cargo traz, impactou a minha vida. Me tornei uma pessoa mais autoconfiante. E mais importante que uma sociedade reconhecendo uma pessoa com síndrome de Down ocupando um cargo profissional, é o próprio autorreconhecimento”, contou Maju, que, apesar da pouca idade, já tem uma sólida carreira internacional.

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De 2018 pra cá, a modelo já cruzou a passarela em três Fashion Weeks, incluindo a de Milão, na Itália, onde esteve recentemente representando as marcas Libertees e NCC.

“Tem coisas que é impossível de explicar. A sensação de pisar em uma passarela, na maior semana de moda do mundo, ser fotografada e observada e dividir espaço com outras grandes modelos poderia ser amedrontador. Mas nada se compara à sensação de gratidão, realização e felicidade que sinto fazendo o que amo. Basta dar o primeiro passo que a preocupação some. Me sinto gigante! É uma sensação de plenitude, é indescritível!”, comemorou.

Maju também destaca outro marco de sua carreira, que aconteceu em maio do ano passado, quando passou a integrar o time de embaixadoras da L’Oréal Paris, sendo a primeira brasileira com síndrome de Down a compor a equipe.

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Sei que tenho limitações, mas elas não me impedem de viver uma vida plena. O que impede é o preconceito. E quando ele é presente na sua vida desde criança, há um risco de se crescer acreditando no que ele diz: ‘não existe lugar pra você aqui’. Mas desde que comecei a lutar pelo meu sonho percebi que existe um lugar sim pra mim, existe pra todo mundo”, diz. “Nada pode me limitar ou definir.”

Quando criança, ela frisa, não havia a mesma representatividade. “Raramente encontrávamos pessoas como eu estampando matérias, revistas, cruzando passarelas. Pessoas comuns precisam saber que o mundo está cheio de lugares para elas, para nós. Eu sou uma pessoa comum.”

Seu sonho de virar modelo começou aos 16 anos, quando foi internada após o diagnóstico de meningite bacteriana. Ela ficou dez dias em coma. Os médicos chegaram a cogitar a amputação de membros para conter a infecção, mas deu tudo certo. Assim que acordou, ela revelou para a mãe: “Eu vou ser modelo”.

“Eu já sentia esse desejo (de ser modelo), mas em alguns momentos foi difícil acreditar que iria realizá-lo. Depois que você recebe um diagnóstico como o que eu recebi – com risco de óbito ou de sequelas graves como perda da audição, da visão –, você tem algumas opções: ser tomada pelo medo ou lutar pela vida”, ressalta. “Eu sentia que ainda tinha muito pela frente e que Deus estaria cuidando do meu destino. Mas também sabia que, se recebesse uma nova oportunidade, deveria agarrar essa chance. Foi isso que fiz”, concluiu Maju.

Junto à Stone, viajamos o Brasil para mostrar negócios que muita gente acha que não daria certo na nossa terrinha – e dão! Veja o 6º EP da websérie E se fosse no Brasil?

Fonte: Vogue
Fotos: Reprodução / Instagram: @majudearaujo

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