Morador de rua de BH vence o crack com a ajuda da literatura e já tem dois livros publicados

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O mineiro Roberto Nascimento, de Governador Valadares, encontrou na literatura a porta de saída do vício no crack. “De morador de rua a poeta”. É assim como ele define a sua superação.

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O vício na droga o fez perder a família, os amigos de infância, o emprego, a autoestima, o sorriso. Mas, graças a sua vontade de dar a volta por cima e o contato com o mundo mágico das letras, ele conseguiu deixar o crack e se tornar um poeta.

“Fui um sem-teto até fevereiro passado. Agora ganho a vida negociando meu livros”, conta Roberto, que já tem dois livros lançados: “O poeta ambulante I e “O poeta ambulante II” – cada um custa apenas 5 reais!

Roberto e a família moraram durante um bom tempo na Zona Leste de Belo Horizonte. Ele estudou só até a 6ª série, casou-se e teve três filhos. Conheceu o crack já adulto e se tornou um dependente químico. A droga desestruturou o casamento de 20 anos e Roberto acabou se separando da esposa.

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“Para bancar o consumo do crack, vendi até os aparelhos de celular dos meus filhos. A esposa me largou. Foi com as crianças – tenho duas meninas e um rapaz – para Salinas (Norte de Minas Gerais). Já eu fui para a rua”, lamenta. O crack também lhe tirou o trabalho como pedreiro.

Mas, no dia 27 de fevereiro de 2013, Roberto escutou de um policial o que ele precisava para reunir forças para abandonar o crack. Ele disse a Roberto que, em cada 100 viciados na droga, de dois a três conseguem largar o vício. “Sou um desses dois ou três”, ele disse.

O policial o levou para o programa SOS Drogas, onde Roberto foi amparado por especialistas e encaminhado ao Centro Mineiro de Toxicomania (CMT). Ele começou a frequentar a unidade do Bairro Cruzeiro do Centro de Referência de Saúde Mental (Cersam).

Um novo mundo se abriu com a literatura

Foi lá que Roberto teve o seu primeiro contato com a poesia. Roberto ficou encantado com os textos de Castro Alves (1847-1871) e Gonçalves Dias (1823-1864). O rapaz começou a escrever e declamar seus próprios versos estimulado pelos profissionais do Cersam, que o encorajou a publicar sua primeira obra, em 2014. A segunda foi lançada há pouco tempo.

Hoje, o morador de rua trabalha em um novo projeto ao lado da atriz, cantora, contadora de histórias e professora de literatura Jhê Delacroix. Roberto publicará uma coletânea de cordel no próximo ano. “Percebi que ele tem tino para o cordel. Os cordelistas estão cada vez mais raros nos grandes centros urbanos”, conta a professora do Cersam.

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Foto de Capa: Divulgação

via [em.com.br]

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