Morador de rua ajuda desconhecidos feridos em protesto no Centro de Vitória

O Centro de Vitória amanhecia em meio a protestos pró-governo no último dia 10. Enquanto cenas de violência e ódio aconteciam por quase todos os lados, um gesto de bondade chamou atenção.

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O morador de rua Carlos Roberto Souza Pereira, de 43 anos, não hesitou ao ver duas pessoas feridas durante o combate entre polícia e protestantes.

Primeiro foi com um homem que passou mal no caminho para o trabalho. Carlos afastou os curiosos e com palavras gentis manteve o senhor calmo até que o socorro chegasse.

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Pouco tempo depois, a confusão só piorou e em um momento de grande tensão, um homem foi ferido na cabeça por estilhaços de uma das bombas. Mais uma vez, Carlos não pensa duas vezes e corre em socorro ao homem desamparado.

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Tira sua camisa e a usa para estancar o sangue, enquanto afastava os curiosos (de novo!) e utilizava técnicas aprendidas anos atrás em um curso de primeiros-socorros.

“Eu só estava contribuindo para que as pessoas que infelizmente foram vitimadas nessa manifestação fossem socorridas com dignidade, sem ter seus direitos infringidos de nenhuma maneira”, relatou Carlos em entrevista à Gazeta. “O direito de protestar garantido aos cidadãos deve ser usado de maneira sóbria, com movimentos organizados e que não causem transtornos ou violência contra os cidadãos”, diz o morador de rua.

Carlos há 10 anos está sem casa. Após sua mãe e pai falecerem, adquiriu hanseníase, perdeu o emprego e assim a casa em que vivia, que não era própria. Desde então, vive sob a marquise do Fórum da Prainha, em Vila Velha.

O herói da vida real procura um emprego e ainda sonha com um lar para chamar de seu. Para isso, ele usa seu tempo livre para estudar na Biblioteca Pública Estadual, na Praia do Suá, Vitória.
Já fez curso de informática, inglês e formação para ser porteiro e vigia noturno, além de um curso de primeiros-socorros.


Morador de rua socorre homem ferido durante… por GazetaOnline

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Ano passado, Carlos foi também personagem principal de algumas matérias falando sobre seu esforço e superação, citando exatamente sua busca por estudos e formação, que mencionamos anteriormente.

“Eu quero conquistar o respeito das pessoas não só para mim, mas também para meus amigos que estão nas ruas”, ressaltou em entrevista ao G1 ano passado. “Acho que em quatro ou cinco anos estarei formado em todos os cursos. Penso em fazer uma faculdade, talvez na área social, mas não quero ficar atrás de uma mesa, quero ajudar outros moradores de rua, pois essas pessoas têm uma identidade. As pessoas gostam de ouvir histórias, mas elas têm que participar da história e fazer alguma coisa para mudar”, finaliza.

Fonte: Gazeta Online

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