Moradores compram coxinhas e suco de vendedor para fiscalização não apreender

Sabemos que a realidade do nosso país muitas vezes impede que o povo trabalhador brasileiro tenha empregos formais, de carteira assinada e tudo que tem direito. Mas somos persistentes e conseguimos pensar em formas de conseguir sobreviver e os moradores de Minas nos deram uma linda lição de humanidade sobre isso.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Mas, o poder público as vezes não entende a necessidade da população, e em vez de orientar na melhor forma de regularizar os negócios informais (que temos aos milhares no país), simplesmente apreende mercadorias de pais de família.

Desde quarta-feira vem circulando alguns vídeos na internet mostrando um grupo de pessoas agindo de forma rápida para impedir que um ambulante tenha mercadorias levadas por agentes de fiscalização. O que ele vendia? Coxinha e suco. Sim, isso mesmo.

Leia também: Neto pede para dar banho no avô e restaura nossa fé na humanidade

As imagens são de uma praça na cidade de Montes Claros, Norte de Minas, e surpreendem pelo gesto da população: eles se juntam para ajudar o vendedor, comprando todos seus salgados e sucos rapidamente. Em um trecho uma senhora fala: “A  gente só não pode é roubar, mas tem que trabalhar”. Assista:

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Nos comentários do vídeo, muitos apoiaram a decisão dos moradores:

A Fernanda disse “Isso é que é um refrigério pra alma!”. A gente também acredita nisso.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

E atenção: não estamos falando que ele estava vendendo DVDs piratas, roupas falsificadas, ou qualquer mercadoria que prejudique outras empresas, estamos falando de cozinha e suco. Um pouco de humanidade e discernimento é importante, né?

O Wagner Ribeiro gravou mais alguns trechos, nesse podemos claramente as coxinhas e sucos sendo vendidos rapidamente entre a população:

Se você souber o nome do vendedor, nos avise, para que todos o conheçam.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

OBS: Estamos abertos para conversar com a Prefeitura e escutar o outro lado.

[ATUALIZAÇÃO]

O G1 falou com Leonardo, que está desempregado, em sua casa na tarde desta quinta-feira. Ele afirmou que as vendas seriam para comprar um botijão de gás. “Fui somente com a intenção de fazer R$ 100, para comprar o gás e uma feirinha para casa. Com a abordagem dos fiscais, eu comecei a distribuir os salgados e sucos, mas a população não quis e começou a me pagar. Graças a Deus consegui o dinheiro que precisava”, diz, emocionado. O vendedor não tinha autorização para trabalhar no local.

“Se eu tivesse dinheiro, eu teria minha padaria. Como não tenho dinheiro, tenho que ir para a rua e vender meus produtos”.

Leonardo voltou da cidade de São Paulo há pouco mais de quatro anos e, até então, não conseguiu um emprego fixo. Ele mora em um barracão alugado com a esposa, e paga R$ 350 por mês.

“Se eu tivesse dinheiro, eu teria minha padaria. Como não tenho dinheiro, tenho que ir para a rua e vender meus produtos. Tenho que pagar meu aluguel, tenho minha feira, água, luz. Se eu não pagar, quem vai pagar por mim? Já aconteceu de eu ficar, com minha esposa, até as 2h da manhã produzindo os salgados para poder revender”.

Crédito de foto: Reprodução Facebook Wagner Ribeiro – G1.

CanaisPatrocínios
Marcas que nos apoiam

Relacionados

MARCAS QUE NOS APOIAM


Quer receber boas notícias todas as manhãs?

995,783FãsCurtir
1,926,421SeguidoresSeguir
9,405SeguidoresSeguir
11,200InscritosInscrever

+ Lidas

Magazine Luiza doa 1.000 colchões e travesseiros para moradores de rua em Belém (PA)

Desde o último sábado (21), o Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, passou a receber centenas de pessoas em situação de rua da Região Metropolitana...

Após ver família comendo restos do lixo, homem abre restaurante para servir pessoas carentes

O dono de um restaurante em Vila Velha (ES) abriu seu estabelecimento para atender gratuitamente pessoas em situação de rua durante a pandemia de...

Angelina Jolie doa R$ 5 milhões para manter merenda de alunos durante quarentena

A atriz Angelina Jolie, 44 anos, doou US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões) para manter a distribuição de merendas escolares para crianças de baixa...

Idosa de 87 anos confecciona máscaras de proteção para distribuir gratuitamente no MA

Sem conseguir encontrar máscaras de proteção, a professora, bióloga e engenheira civil Renatha Costa uniu forças com sua avó, dona Bernarda, 87 anos, para...

Idoso de 80 anos constrói trenzinho para cães que resgatou das ruas

Um idoso de 80 anos passa seu tempo livre operando o que provavelmente pode ser o trem mais divertido do mundo! O senhor Eugene Bostick...

Instagram