Sobre duas rodas, motociclistas mulheres se ajudam e superam relacionamentos abusivos

Elas se juntaram para praticar o motociclismo e perceberam o quanto se sentiam bem quando estão pilotando suas motos uma ao lado da outra. Conheça as Furiosas MC, um grupo de mulheres motociclistas de São Paulo (SP).

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O grupo tem 25 integrantes e se engana quem pensa que elas só se ajudam em assuntos ligados ao motociclismo. As Furiosas se apoiam em qualquer situação, principalmente quando uma delas viveu ou ainda vive um relacionamento abusivo.

“Em muitas situações pilotar sua própria motocicleta é conquistar uma independência financeira, em um país onde o desemprego só aumenta. Em outros casos pilotar sua própria moto é ganhar independência emocional, conquistando seu próprio grupo de amigos e viagem”, analisou uma das motociclistas, Dionize Gottschild.

Mulher de costas em cima de moto de alta cilindrada olhando p
Mulheres fazem passeios e viagens juntas em motos desde baixa a alta cilindrada, de 150cc até 1300cc. Foto: Arquivo pessoal

A própria Dionize explicou que o grupo a ajudou a “acelerar” quando ela não tinha vontade de seguir em frente. “Eu mesma não saia de casa, elas vinham me buscar em casa e me traziam de volta”, lembra. Com um apoio assim, as coisas ficaram mais fáceis para ela.

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Pilotar motos fortalece as mulheres

Pode parecer estranho que alguém ainda pense que as motos não são para mulheres, mas muita gente pensa assim. No próprio grupo Furiosas MC, duas mulheres precisam desafiar figuras masculinas, como esposo e pai, para guiarem suas próprias vidas.

Ao mesmo tempo, essa é razão para o motociclismo ser tão simbólico na luta dessas mulheres. “Pilotar sua própria moto é resgatar sua própria identidade após o término de um relacionamento abusivo, por exemplo. Superar um obstáculo é ganhar força para guiar sua vida, é reconhecer seu poder de escolher o seu próprio destino”, avaliou Dionize.

Mulher motociclista em cima de moto
Mulheres também participam de ações voluntárias, como essa para crianças no Natal. Foto: Arquivo pessoal

Furiosas MC nasceu dessa ideia! O nome é uma homenagem à Imperatriz Furiosa, do filme Mad Max: Estrada da Fúria. Ela é uma mulher forte, corajosa e determinada que planeja uma redenção com outras cinco mulheres.

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Assim também acontece no grupo. Elas se ajudam mutuamente e formam uma comunidade. “O cuidado precisa existir entre pessoas, mas é mais fácil ser empático quando estamos na mesma situação. Termos passado por um problema semelhante que nos dá bagagem emocional para prestar suporte para quem precisa encontrar um norte”, explicou a Furiosa Dionize.

Selfie com mulheres motociclistas em uma sala
Mulheres unidas nas pistas e na vida. Foto: Arquivo pessoal

Além do cuidado mútuo, elas vão provando que pilotar é coisa pra menina também! As Furiosas se espelham em iniciativas como O Motormaids, motoclube feminino com mais de 70 anos de história, um dos primeiros motoclubes do mundo.

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E não precisa ir tão longe para buscar inspiração. Mariana Baldi é uma motociclista brasileira, a primeira a participar do AMA (American Motorcyclist Association) no ano de 2006. Antes, ela competia com homens, pois não havia a categoria feminina de motocross.

O próximo objetivo das Furiosas MC é se espalhar por outros estados do país e dar suporte a outros motoclubes femininos. 

“Para fazer parte precisa estar disposta a se doar, e acima de tudo é preciso respeitar outras mulheres. Somos todas irmãs em busca de uma estrutura que nos fortaleça e nos proporcione crescer e fortalecer outras mulheres através do motociclismo”, finalizou.

[A história das Furiosas MC e tantas outras de mulheres que ajudam mulheres fazem parte de um canal especial do Razões para Acreditar e O Boticário, para mostrar que #SomosFeitasDeTodas. Acesse mais histórias como essa aqui.]

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