Com dinheiro de corridas, motorista faz faculdade de psicologia para atender usuários da Cracolândia de SP

Com horário certo para entrar e outro para sair nas empresas de telemarketing por onde passou, Juliana dos Santos, de 34 anos, decidiu se tornar motorista parceira da 99 para ir atrás dos seus sonhos, como a faculdade de psicologia, por exemplo.

A decisão de trabalhar por conta própria e, assim, ter mais tempo para o filho de 12 anos e para os estudos, teve influência direta dos dois irmãos de Juliana que já trabalhavam com o aplicativo antes dela.

“Influenciaram tanto por mostrar que era lucrativo, quanto pela flexibilidade de horários. Posso tirar férias quando quero; tal feriado, não vou trabalhar, mas viajar”, conta a motorista.

Apoio da família

Juliana não encontrou resistência dentro de casa, pelo contrário. Para o pai, por exemplo, é como se ela estivesse fazendo um “estágio” da faculdade – paga com o dinheiro das corridas. E, talvez, ele não esteja exagerando.

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Transportando pessoas e conhecendo suas histórias, Juliana exercita a escuta – uma das habilidades exigidas de um bom psicólogo, não é verdade? 💡

motorista do aplicativo 99 faz selfie dentro de carro
Juliana é motorista parceria da 99 desde 2017. Foto: Juliana dos Santos/arquivo pessoal

“Como ele falou, ‘ah, vai conversando com os passageiros, muitas vezes, a pessoa não está num dia legal e você ali escutando. Vai servir até como um estágio da faculdade’. Então, acharam legal”, diz. 

‘Minha mãe é uma artista’

Juliana é motorista parceira da 99, mas para o filho, ela é uma “artista”. Henrique achou o máximo a mãe participar de uma campanha sobre o Guia da Comunidade, que visa promover a empatia entre os usuários e tornar as viagens mais seguras.

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“Ele apoia e tem orgulho da profissão da mãe. Quando aconteceu a sessão de fotos da 99, ficou se achando. É muito satisfatório saber que eu sou um exemplo pra ele e que ele não tem vergonha de falar que a mãe trabalha com o aplicativo”, afirma.

menino atrás do seu bolo de aniversário com tema toy story
Sem o apoio da mãe, Juliana não conseguiria! Foto: Juliana dos Santos/arquivo pessoal

Atendimento a usuários na Cracolândia

Um tempo atrás, Juliana, que mora em Carapicuíba, Região Metropolitana de São Paulo, foi voluntária de um projeto social que oferece assistência a moradores em situação de rua e dependentes químicos.

Depois dessa experiência, decidiu que estudaria psicologia e antes mesmo de concluir a graduação, já sabia a quem dedicaria anos de estudo. No 5º período da faculdade, teve aulas com uma professora que atua na Cracolândia, vinculada à Prefeitura de São Paulo.

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estudante negra sentada em sala de aula de faculdade de psicologia
Faltam quatro semestres para Ju terminar a graduação. Foto: Juliana dos Santos/arquivo pessoal

“No primeiro dia de aula, ela perguntou quem tinha interesse em atuar na área social. Eu e mais alguns alunos levantaram a mão. No final do semestre, ela perguntou de novo. E aí eu lembro que só eu e mais uma colega levantaram a mão”, relembra.

Juliana conta que existem concursos públicos para profissionais que desejam auxiliar na recuperação dessa população. A oportunidade está no seu radar, mas não limita a sua vontade, “quero me estabilizar para trabalhar como voluntária, seja na Cracolândia ou em alguma clínica de recuperação”.

Por trás de uma mulher, existe o apoio de outra mulher

E aí você pode se perguntar: como conciliar trabalho, faculdade e a criação do filho? Sabemos que não é tarefa fácil.

Esbanjando humildade, Juliana afirma que não conseguiria sem o suporte da mãe, que criou três filhos trabalhando como empregada doméstica.

selfie de motorista de aplicativo com o filho e sua mãe
Sem o apoio da mãe, Juliana não conseguiria! Foto: Juliana dos Santos/arquivo pessoal

“Ela me ajuda demais! Muitas coisas que eu não consigo fazer pro meu filho, ela acaba fazendo. Eu consigo porque ela me ajuda. Então, não fica tão pesado e cansativo”, reconhece.

Além do apoio da mãe, Juliana reforça a vantagem de poder escolher seus horários de trabalho para chegar aonde pretende e conclui:

“Quando eu preciso parar de trabalhar para estudar, eu paro. É o que eu falo, de repente se eu tô trabalhando numa empresa com horário regrado, não conseguiria. Admiro muito quem consegue. Hoje, não, é possível parar pra fazer alguma outra coisa.”

Isso aí, Ju, seja dona do próprio tempo e faça acontecer! 💛

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