Mulher distribui bonecos de crochê para crianças com câncer internadas em hospital de Curitiba (PR)

A técnica administrativa Gilcelene Smokowicz, 54, tem confeccionado e doado bonecos de crochê para crianças diagnosticadas com câncer desde meados da pandemia de Covid-19.

Os amigurumis, como são conhecidos as pelúcias de crochê ou tricô que seguem uma  tradicional técnica japonesa, são feitos manualmente por Gilcelene.

Nos últimos meses, dezenas de bonecos foram doados para crianças internadas no Hospital Erastinho, especializado em oncopediatria de Curitiba (PR).

Ao “Tribuna PR”, a técnica administrativa disse que a “satisfação foi tanta” que ela se prepara para fazer mais. Para isso, também pediu doações de matéria-prima para continuar seu trabalho.

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No dia 30 de novembro (terça-feira), a partir das 17h, acontece o Razões Para Doar, uma super live para promover a cultura de doação em nosso país. Clique aqui para se inscrever e receber a notificação quando o evento começar!

 

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“Tenho percebido a falta de algumas cores e uma subida de preço nas lojas de Curitiba. Quis compartilhar a minha ideia para incentivar mais gente a fazer doações para o hospital. Ano passado, fiquei afastada do trabalho por causa da pandemia e tive tempo de fazer mais amigurumi do que costumo fazer com algumas encomendas. Decidi doar no final do ano”, contou.

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O projeto social começou naturalmente e sem qualquer planejamento, segundo Gilcelene.

“Uma corrente do bem. Quem quiser doar alguns fios para mim, agradeço. Não consigo fazer muitos bonecos, mas são feitos com amor. Já para as pessoas que sabem fazer essa ou outra arte manual, tá aí o incentivo para levar um carinho até as crianças. Pegue os fios que tem em casa e comece”, incentivou.

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Desde pequena, a curitibana mostra habilidade na confecção dos bonecos.

A técnica para fazer amigurumis é muito popular para bichos de pelúcia e bonecas, mas também é usada na produção de objetos como utensílios domésticos e comidas de características antropomórficas (humanas).

Gilcelene aprendeu a fazer os crochês observando a mãe. “A minha mãe fazia toalhinha, bordado, barra de toalha de mesa, de pano de prato. E você aprendendo crochê, você pode aprender a fazer outras coisas, que foi o meu caso com os amigurumi. Até hoje, com 84 anos, minha mãe ainda faz barrinha de pano de prato”, explicou a artista.

Ela conta que seu primeiro amigurumi foi uma girafa, que serve para prender cortinas – o último foi um sapo, cuidadosamente confeccionado para ter uma carinha simpática. “Terminei na terça-feira, dia 5 de outubro”, contou.

Questionada sobre a felicidade que sente ao doar os bonecos para as crianças do Hospital Erastinho, Gilcelene ressalta que deseja doar mais. A experiência tem sido muito gratificante para ela.

“São crianças que passam as festas de fim de ano dentro de um hospital. A minha sensação de ver o resultado de um trabalho que as alegrou foi muito boa. Esse ano, se tudo der certo, vou de novo”, completou.

Você doar fios e outros insumos para a curitibana entrando em contato com o portal “Tribuna do Paraná” pelo fone (41) 9683-9504 [WhatsApp] ou mandando um e-mail para [email protected]

 

Assista à live do Razões Para Doar nesta terça, 30/nov, a partir das 17h. Clique aqui para se inscrever no evento!

 

Fonte: Tribuna PR
Fotos: Arquivo pessoal

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