Mulher descobre que seu cabeleireiro é seu irmão: ‘Choramos e rimos por horas após o teste de DNA’

Jamais passou pela cabeça de Andrea Quint que, ao entrar naquele salão de cabeleireiro para fazer um corte, encontraria ali seu irmão biológico.

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Troy Winget, muito simpático, logo se aproximou da cliente recém-mudada para sua cidade, Calgary, no Canadá, e eles viraram melhores amigos.

Com o passar dos meses, – e as muitas visitas de Andrea ao salão, – as conversas entre eles se estenderam para muito além do cabelo.

Os dois mantinham muitas dúvidas acerca de suas origens familiares e a vontade de pesquisar sobre o assunto. Essa curiosidade motivou Troy e Andrea a fazer exames de DNA que mudaria para sempre sua amizade.

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Mistérios familiares

Em entrevista ao portal BBC, Troy, que é cabelereiro desde jovem, explicou que nasceu em Calgary, bem como seus pais Maxine e Don.

“Don era do Exército canadense”, explicou. “Quando ficou grávida, minha mãe tinha 16 anos e ele, 18. Minha avó disse ‘ou você se casa ou você dá o bebê’ — que era eu — ‘para adoção’. Eles se casaram e ela me teve, aos 17 anos. Mas Don tinha sido enviado para fazer parte de forças de paz (canadenses) no Chipre, onde havia um conflito entre turcos e gregos cipriotas. E minha mãe praticamente me criou sozinha, como mãe solteira.”

Ainda na infância, Troy viu seus pais se separarem. A mãe assumiu sua guarda, enquanto o pai casou-se de novo e mudou-se para os confins do Canadá, sumindo por muitos anos.

Já Andrea teve uma infância estável. Na juventude, entretanto, começou a se debruçar nos mistérios envolvendo sua família: o pai, Erik Quint, tinha sido adotado e ela sempre ficou intrigada com a origem dele, em especial depois de encontrar um artigo de jornal de 1943 sobre a adoção.

“Minha avó era uma socialite e voluntária de várias causas. Ela estava trabalhando em um comitê ligado a uma escola, onde um assistente social fez uma apresentação sobre adoção. Ele estava contando como era difícil conseguir que algumas crianças em particular fossem adotadas. E deu como exemplo meu pai, dizendo que o lugar de onde veio, sua etnia, o tornariam indesejado para adoção. Era um bebê de pele e cabelo escuros, olhos castanhos. Achavam que tinha origem parte judia e parte indígena americana. Hoje em dia uma adoção internacional é algo de certa forma comum, mas na época, em 1943, as pessoas não queriam adotar crianças que fossem muitos diferentes dos pais adotivos”, contou.

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“Minha avó, então com 60 anos, disse ‘Eu adoto esse bebê!’. O assistente social disse que não seria possível. Provavelmente pensou que ela era velha demais ou louca (risos)… Mas minha avó insistiu. Quando chegou em casa disse a seu marido que queria adotar o bebê. E como ele era uma pessoa influente na comunidade e pela determinação dela, eles conseguiram adotar meu pai”, completou.

Por duas décadas, Troy se manteve intrigado com o comportamento do homem que achava ser seu pai. Aos 27 anos, enfim, ele decidiu ligar para Don, e saber por que o pai tinha cortado laços com ele.

“Ele disse: ‘Tenho que te dizer Troy. Quando você saiu do avião, assim que olhei para você, eu vi que você não era meu filho. Lamento estar te contando isso agora. Mas eu disse isso para sua mãe na época e me dispus a fazer um teste de DNA. Eu parei de pagar pensão e me conformei com o fato de que você não era meu filho porque tua mãe nunca me pediu para fazer o teste e provar que eu era seu pai. E eu ainda aceito fazer o teste de DNA’.”

O teste de DNA nunca ocorreu, pois o cabeleireiro não achava uma boa ideia pressionar a mãe pela verdade. Anos depois, em 2011, Troy descobriu o obituário de Don.

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Ali, dizia que ele tinha deixado 3 filhos, todos do seu segundo casamento. Troy ficou de fora, como esperado.

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Caminho rumo à verdade

Um ano depois, Andrea conheceu Troy em seu salão de cabeleireiro. Nessa época, ambos já pensavam em fazer exames de DNA para saber mais sobre suas origens.

Conforme aprofundavam sua amizade, o assunto ia sendo levado cada vez mais a sério. “A gente conversava sobre nossas famílias”, conta Andrea. “Disse a Troy que meu pai tinha sido adotado e ele mencionou que sua mulher também tinha sido adotada e que tinha feito um teste de DNA, para saber mais sobre de onde veio e de onde era sua família. E eu disse: ‘que interessante, eu também estava pensando em fazer um teste, porque meu pai foi adotado e eu adoraria saber mais da minha origem étnica, e eventualmente conhecer parentes biológicos’. E meu pai deu força nisso. Ele dizia ‘isso é fantástico, vai fundo, você nunca sabe o que pode descobrir.”

No Natal de 2012, Troy ganhou um kit de DNA de sua mulher, e decidiu usá-lo para descobrir a verdade apenas 4 anos depois, consumido pela curiosidade. Andrea fez o teste na mesma época.

Levou um bom tempo, mas eles receberam seus respectivos exames na última semana de 2018.

“O teste confirmou que eu era judia”, disse Andrea, “mas, em vez de indicar que eu era parte indígena, eu era parte chinesa, vietnamita e uma pequena parte tailandesa. Essa foi a descoberta mais interessante: que eu também sou asiática.”

“A gente se via a cada seis semanas, mas era amigo no Facebook. E eu lembro quando recebi o resultado de responder a ela dizendo ‘Hey, eu também sou parte asiático, não é louco isso? E judeu também!'”, disse Troy.

Ambos possuíam a mesma porcentagem de DNA judeu e asiático, mas não ligaram muito para isso, imaginando que muita gente devia ter um desenho genético parecido.

No entanto, pouco tempo depois, com o auxílio de cruzamentos no banco de dados da empresa de DNA, Andrea fez uma descoberta preciosa: encontrou um tio, meio-irmão de seu pai, chamado P.J. Lennon.

Em uma conversa de horas com o tio por telefone, ele contou de sua infância difícil, disse que tinha outros irmãos e irmãs, mas que o pai de Andrea havia sido o único entregue para adoção.

Menos de uma semana depois, P.J. ligou para contar a Andrea que tinha acabado de encontrar, no banco de dados, outra pessoa com um perfil de DNA bem próximo deles.

“Ele disse que essa pessoa também vivia em Calgary, e que tinha uma relação genética próxima com P.J. e comigo, portanto, deveria ser um primo ou um sobrinho. Alguns minutos depois ele me passou uma mensagem dizendo que estava mandando uma foto dessa pessoa. E quando abri a foto… era o Troy!

O cabeleireiro também havia conversado com P.J. pelo telefone. “Ficamos falando da família. Eu estava tremendo. Me perguntou se podia passar minha foto para essa sobrinha que ele tinha descoberto em Calgary. Dois minutos depois ele me liga de volta dizendo ‘Meu Deus, Troy! Ela te conhece. Ela é tua cliente!’ Eu comecei a perguntar ‘Qual o nome dela? Qual o nome dela?’ E ele disse, ‘vou fazer uma teleconferência’. E era Andrea. Ficamos chorando, rindo, foi muito emocionante, com muitas risadas.”

Afinal, Troy e Andrea são meio-irmãos. Em outras palavras, Erik, o pai de Andrea, também era o pai de Troy.

Ao que parece, Erik não lembrava da mãe de Troy e não tinha ideia de que tinha tido um filho com ela 15 anos antes de Andrea nascer. Eles aparentemente tinham tido um breve encontro antes de Erik conhecer a mãe de Andrea.

“Tivemos alguns encontros cheios de emoção”, relatou Troy. “Quando apresentei Andrea à minha mãe, ela chorou muito. No dia de Ação de Graças, levei minha mãe a casa de Andrea para se encontrar com a família dela. Foi muito emocionante. E tiro o chapéu para Karen, a mãe de Andrea, que sempre foi aberta e carinhosa comigo.”

“Para ela, Troy é como um filho”, completou Andrea. A canadense encontrou um meio-tio e um meio-irmão. Troy encontrou um meio-tio, uma meia-irmã, um meio-irmão (o irmão de Andrea) e seu pai biológico.

E, por fim, Andrea ainda ganhou um bônus, pois, segundo Troy, “agora ela ganha cortes e pinturas de cabelo de graça“.

Saiba mais assistindo ao vídeo abaixo:

Fonte: EM
Fotos: Troy Winget e Andrea Quint Fleck

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