Mulher vence medo e doa rim para salvar a vida da prima (DF): “Ela se tornou uma irmã”

Talita Cunha teve medo por conta de todos os riscos que envolvem uma cirurgia, mas o medo de perder a prima, Raffaela Santana, era maior. Após cinco longos anos de hemodiálise e incontáveis horas ligadas a uma máquina que a mantinha viva, Raffaela recebeu um rim de Talita.

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Tudo começou em 2016. Raffaela descobriu que teve falência múltipla dos rins aos 26 anos. Precisou iniciar a hemodiálise às pressas na esperança de encontrar um doador compatível.

“Quando eu recebi a notícia ficou tudo muito incerto. O que o médico falou era, ‘viva o hoje porque você não sabe se estará viva amanhã’. Foi algo que realmente deu aquele friozinho na barriga, sabe? Nesse momento eu chorei muito”, lembra Raffaela, que nesse meio tempo pegou Covid-19 duas vezes.

selfie primas balada
Raffaela e Talita sempre foram muito próximas uma da outra e já até moraram juntas. Foto: reprodução/Instagram @raffasrodrigues

Voltando para 2018, familiares fizeram testes de compatibilidade, mas uma prima de Talita e Raffaela, a única pessoa da família que poderia doar naquele momento, teve medo. Talita foi descartada por ser jovem e não ter filhos – o transplante poderia causar complicações que a impossibilitaria de ser mãe.

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Um tempo depois, por questões de saúde, Talita, 26 anos, passou por uma cirurgia de retirada do útero, tonando-se apta a doar um rim para Raffaela. “Eu me senti a pessoa mais amada e grata do mundo. É surreal você dar uma parte de você pra alguém. Posso dizer que me mudou como pessoa”, conta Talita.

“Apesar da diferença de idade, sempre fomos próximas. Aproveitamos muito a vida juntas. Mas hoje vai além, somos irmãs mesmo. Ela é o amor da minha vida”, comentou Raffaela, agora com 31 anos, sobre a relação com a prima.

Transplante de rim

O transplante aconteceu no último dia 27 de maio e envolveu uma equipe de quase 10 médicos, além de enfermeiros e outros profissionais, em um hospital particular de Brasília.

“O transplante foi feito em duas salas, uma de frente para a outra. Apenas uma porta separava eu da Talita. Começaram a cirurgia por ela e depois implantaram o rim em mim”, conta Raffaela.

primas abraço após transplante rim quarto hospital brasília
Foto: reprodução/Instagram @raffasrodrigues

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“Tudo o que eu falar não vai chegar perto porque saber que alguém te ama tanto e decidiu entrar no centro cirúrgico por você é algo inexplicável, sabe? É a gente voltar a acreditar que existem pessoas boas em um mundo tão cheio de dor e tristeza. A gente pode mostrar que o amor está aqui, mesmo que ele esteja escondidinho.”

Campanha para incentivar a doação de órgãos

Aproveitando a repercussão da história, que emocionou a web nos últimos dias, Talita e Raffaela começaram a campanha #espalheamor para incentivar a doação de órgãos, de doadores vivos ou falecidos.

 

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“Vamos continuar falando sobre doação de órgãos. Tô recebendo mensagens diárias de pessoas que fazem hemodiálise falando que renasceu a esperança e a fé. Essa é a nossa missão! Sabíamos que tínhamos um propósito nesse transplante e ele está se cumprindo, que nada mais é do que espalhar amor, fé, esperança. Para as pessoas que estão esperando, o seu momento vai chegar!”, comemora Raffaela.

“As pessoas precisam entender que um doador falecido salva quase 10 vidas. E quando um doador vivo doa, ele não doa só um órgão, mas também amor, esperança, vida. E ele recebe isso em dobro.”

Planos pós-pandemia

Talita e Raffaela já sabem o que vão fazer. Primeiro, pretendem visitar parentes em Fortaleza (CE) e, depois, o irmão de Talita, na Itália.

“A gente já fazia isso, mas agora quer mostrar muito mais para as pessoas o quanto é linda a doação de órgãos e o quanto é útil falarmos sobre doador vivo porque isso ainda é um tabu”, concluiu Raffaela.

Já queremos o álbum inteiro das viagens, meninas! ❤️

E para você que quer ser doador de órgãos, saiba como doar clicando aqui.

UPDATE!

No início da tarde de hoje (04/06), a Raffaela recebeu alta médica. E, claro, que a Talita estava lá:

mulher em cadeira de rodas saindo de hospital após transplante de rim
Foto: arquivo pessoal

Esta torre é capaz de transformar gotas de orvalho em 100 litros de água potável por dia!

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