Mulher que teve emprego negado por ser trans recebe indenização de R$ 245 mil

Para atender a alta demanda do Natal do ano passado, uma loja varejista chamada Debenhams, na Irlanda do Norte, abriu dezenas de vagas de emprego temporário no setor de vendas.

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Ava Moore, que mora no Condado de Down, candidatou-se à vaga. Durante a entrevista, foi qualificada como uma “boa candidata”, mas ao final do processo seletivo, não conseguiu o emprego.

Posteriormente, Ava recebeu um e-mail alegando que a decisão de não contratá-la foi porque ela é uma mulher trans.

Ava então decidiu processar a empresa e venceu a causa: recebeu uma quantia de  £ 45 mil (R$ 245 mil) por danos morais, porém a companhia não admitiu a responsabilidade pelo caso de preconceito.

Apoiada pela Comissão de Igualdade do condado, ela disse em um comunicado: “Fiquei realmente desapontada por não ter conseguido o emprego. Eu pensei que tinha completado uma boa entrevista, que incluía interagir com os clientes na área de vendas”.

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“Esse trabalho era exatamente o que eu procurava e pensei que seria realmente boa nisso. No entanto, durante o curso da entrevista, senti uma mudança na atmosfera depois de fornecer minha certidão de nascimento, que divulga minha história de gênero e o fato de ser uma mulher trans”, relatou.

mulher trans recebe indenização após ter emprego negado
Foto: Twitter/Equality Commission

“Fiquei tão chateada [quando não consegui o emprego]. O que meu gênero tem a ver com minha capacidade de fazer vendas? Estou apenas tentando fazer uma vida melhor para mim, quero trabalhar e me sustentar”, afirma.

“Minha confiança estava abalada e eu estava tão desanimada – senti que não importava o quanto eu tentasse ou o desempenho da entrevista, parecia que minha identidade era mais importante do que ser capaz de fazer o trabalho.”

A entrevista de emprego incluiu uma mini experiência de trabalho na loja, na qual Ava vendeu um produto para um cliente.

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A questão aqui é simples – um trabalho deve ser direcionado à pessoa que se sai melhor na entrevista e nos testes de seleção. Isso que significa igualdade de oportunidades na prática. A empresa confirmou que Ava teve um bom desempenho na entrevista e na interação com os clientes – e ela diz que estava disposta a trabalhar as horas necessárias”, observou Michael Wardlow, comissário-chefe da Comissão de Igualdade.

“Quanto mais aberto e inclusivo for o processo de recrutamento, maior será a probabilidade de evitar discriminação ilegal e aumentar a probabilidade de conseguir as pessoas melhores e mais qualificadas para o trabalho”, aponta o comissário-chefe.

“A varejista Debenhams disse que está disposta a fazer uma parceria com a Comissão para revisar suas políticas, práticas e procedimentos de igualdade de oportunidades. Nos comprometemos com isso e esperamos trabalhar com eles”, concluiu.

Michael aproveitou o caso para citar uma pesquisa da revista Life and Times que mostrou que 21% dos entrevistadores da Irlanda do Norte têm algum tipo de preconceito contra a comunidade TTT (travestis, transgêneros, transexuais).

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Um porta-voz da varejista Debenhams disse: “Fizemos um acordo com base em nenhuma responsabilidade por parte da Debenhams. Somos um empregador de oportunidades iguais comprometido em promover a igualdade e a diversidade nos negócios e em todo o setor. As decisões sobre condições de recrutamento, treinamento, promoção e emprego são baseadas apenas na competência e desempenho pessoais”, tentou ponderar.

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Fonte: Põe na Roda

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