Engenheira enfrenta machismo e se torna a única mulher com cargo de liderança na Indy 500

Em um nicho dominado por homens como é o Automobilismo, a norte-americana Cara Adams se destaca como a única mulher engenheira-chefe da Fórmula Indy 500, uma das três mais tradicionais corridas automobilísticas do mundo.

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Como Diretora de Engenharia e Produção de Pneus para a Bridgestone Américas desde 2019 e executando seus trabalhos sob um cargo de liderança e alto nível, Cara já vivenciou inúmeras situações sexistas, chegando a ser desencorajada até pela própria cunhada a seguir carreira nos esportes a motor.

A equipe da engenheira está em todos os boxes das corridas, já que ela é responsável pelo design, desenvolvimento e suporte na pista dos pneus utilizados na Indy, a maior competição de automobilismo dos Estados Unidos.

cara adams engenheira-chefe indy 500

Ao portal Uol, Cara contou um pouco sobre o processo de amadurecimento do sonho de trabalhar na categoria, e como se tornou a única mulher chefe Indy 500.

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Pouco após ingressar no curso de Engenharia na Universidade de Akron, em Ohio, ela começou a se apaixonar por automobilismo. Durante a graduação, ela desenvolveu pela primeira vez um protótipo de carro de Fórmula.

O modelo foi integrado à Fórmula SAE, competição estudantil criada para reunir estudantes para criar um veículo – desde o projeto até a finalização.

“Minha mãe era professora de ciências e meu pai, professor de espanhol. Com ela, aprendi muito sobre projetos científicos, e me interessei por eles desde cedo. Quando criança, meu sonho era ser uma cientista-astronauta-bailarina”, relembrou a engenheira.

Ao desenvolver o protótipo de carro de corrida na faculdade, uma luz se acendeu no subconsciente da futura engenheira: seu futuro profissional estava mesmo nos esportes a motor.

cara adams engenheira-chefe indy 500

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“Então, participei de processos seletivos de empresas com experiência em corridas. Fui contratada pela Bridgestone, onde comecei trabalhando como especialista em ruído, vibração e aspereza. Eu trabalhava resolvendo problemas de pneus de carros novos”, contou.

“Só que eu era muito apaixonada por automobilismo. Um dia, encontrei o gerente da equipe de corridas e disse a ele que meu sonho era trabalhar naquele grupo. Perguntei a ele quais habilidades um engenheiro precisava ter para se adequar ao que ele buscava. Então, quando ele me contou, comprei vários livros e estudei muito. Fazia várias anotações, tudo para que conseguisse o tão sonhado espaço na equipe de corridas. Meu objetivo era garantir que eles não teriam escolha senão me contratar. Consegui”, complementou Cara.

Apesar de ter sido desmerecida e desencorajada diversas vezes ao longos dos anos, ela seguiu firme em seu sonho. Infelizmente, até uma integrante da própria família chegou a dizer que ela não estaria apta para se tornar engenheira.

“Hoje, sou líder de vários homens engenheiros. Como gerente, até hoje passo por situações machistas. Já vivi de tudo: desde pessoas desacreditando quando eu revelava minha profissão até não ser levada a sério. Mas não me importo. Quero ser um exemplo para as próximas gerações de mulheres engenheiras”, disse.

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cara adams engenheira-chefe indy 500

Como engenheira-chefe e líder de equipe, Cara também precisa lidar com situações difíceis em sua carreira a todo tempo. Uma delas é quando pilotos se machucam, já que a equipe acaba criando bastante proximidade com eles.

“São como parte da nossa família, então é angustiante. Mas a melhor parte também vem deles: quando confiam em nossos pneus e, sobre eles, alcançam velocidades superiores a 386 quilômetros por hora. É gratificante ver minha equipe ser reconhecida por um trabalho bem feito”.

Em sua visão, uma líder mulher sabe reconhecer com naturalidade a importância da diversidade. Concordamos com Cara!

Já em casa, ela é madrasta de uma menina de 12 anos, filha de seu marido. A família é sua prioridade, e por maior que seja o amor ao trabalho, ela não a troca por nada nesse mundo.

Fonte: Fortune
Fotos: Arquivo pessoal

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