Além da borracha: saiba mais sobre esta empresa e seus negócios para um mundo melhor


Além da borracha: saiba mais sobre esta empresa e seus negócios para um mundo melhor 1
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Uma das lembranças da minha vida escolar sem dúvida é a imagem do “homenzinho” que tinha na minha borracha branca. Sempre que vejo uma dessas (imagem acima) volto na hora aos tempos de escola.

Eu sempre me perguntava quem era o cara que estampava a borracha, e só depois de um tempo fiz a associação de que o “homenzinho”tratava-se do Deus Mercúrio, ou ainda Hermes, segundo a mitologia grega.

Aliás, tenho tatuado asas em cada tornozelo por conta da mitologia e significado da história do Deus Mercúrio 😉

Mas tem ainda um ícone que diz respeito à outro modelo de borracha:

Quem aqui conhece aquela borracha de apagar, nas cores azul e vermelha?

Lembrou né? Elas são da Mercur, e se você também não entendia exatamente a função da cor azul (“não era apagar caneta?” Não!), aqui vimos a explicação oficial:

Parte azul: é indicada para remoção de tinta de caneta e lápis de cor. É uma borracha mais abrasiva, que possui cristais pontiagudos em sua composição, o que faz com que seja possível desgastar (lixar) a folha até a remoção parcial ou total da tinta, ou seja, a borracha não apaga a tinta do papel, mas desgasta a ponto de conseguir removê-la.

Ou seja, ela realmente lixa a folha, essa é a função dela (mais um mito que caiu..rs).

Mas então a Mercur inventou a borracha?

Antes mesmo das borrachas de apagar, as pessoas já utilizavam migalhas de pão para apagar erros da escrita. A empresa não inventou a borracha, mas provavelmente fabricou a 1ª borracha de apagar no Brasil, por volta de 1930.

Mas, a empresa que neste ano completa 92 anos de fundação viu a necessidade de repensar o seu jeito de atuar, buscando fazer parte da vida das pessoas de modo a construir com elas o que realmente faz sentido. E foi nesta busca que se deparou com as questões ligadas à diversidade e a inclusão.

Em 2009, aconteceu uma “virada de chave” na trajetória da empresa, que fica na cidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, conhecida por suas famosas “cucas” (bolo tradicional da cultura alemã <3). Desde então, a operação da empresa baseia-se em valores a favor da vida.

Dê uma espiadinha no vídeo que conta um pouco sobre a empresa:

Já falamos aqui de alguns projetos da marca visando esse objetivo, como o Laboratório de Inovação Social, que promove a interação social com a comunidade que vive no seu em torno, e também de uma linha de produtos que melhora a qualidade de vida de pessoas com alguma limitação motora.

Uma curiosidade sobre a Mercur é que ela trabalha no regime de “colegiados”. Essa organização permite uma construção coletiva, transformando as relações tradicionais de subordinação em relações de parceria e cooperação, o que incentiva a criação de inovações.

Toda segunda-feira, tem reunião do Colegiado para discutir assuntos importantes do cotidiano da empresa. A opinião de cada colegiado é extremamente importante para manter a estrutura horizontal da empresa. No ano passado, a marca negociou com o Sindicato da Borracha a redução do número de horas de trabalho dos seus funcionários de 40 horas semanais para 36 horas semanais, mantendo seus salários atuais, em um momento de crise econômica que o país atravessa.

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Pergunta que não quer calar: “a Mercur tem outras coisas além da borracha de apagar?”

Olha que legal: Eles fabricam produtos para as áreas de educação, saúde, pisos e peças de borrachas para indústrias. Os mais conhecidos são a Borracha de Apagar e a Bolsa para Água Quente. Mas a empresa também possui produtos que talvez você nem conheça, como piso paraplayground, muleta, faixas elásticas para exercícios, colar cervical e corretivo líquido para papel reciclado.

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Estratégia de negócio: não demitir ninguém, mesmo na crise. Como?

Atentos às tendências do mercado, como o incremento da inadimplência, a redução de salários em acordos com os sindicatos, a ociosidade da indústria e o desemprego no panorama econômico a nível Brasil e, inclusive, no estado do Rio Grande do Sul, a Mercur entendeu que, para fazer frente ao contexto atual, precisa preservar o seu posicionamento de atuar em função das pessoas e da vida.

Pensando nisso, em novembro de 2015, em negociação com o Sindicato da Borracha, foi combinado que não haveria um percentual de dissídio. Em contrapartida, a empresa optou por reduzir a jornada de trabalho em 4 horas por semana.
O que antes significava 40 horas semanais, passou a ser 36 horas semanais, mantendo os salários atuais e, desta forma, garantindo o emprego de todos os seus colaboradores.

Foto Grupo Análise Crítica

Por esses e mais um monte de outros motivos, nós aqui do Razões estamos muito felizes de poder contar mais sobre a Mercur, faremos isso durante mais algumas semanas. Esperamos que vocês curtam tanto quanto a gente saber mais sobre esta empresa admirável.

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