Amigos criam site de emprego voltado para transexuais e travestis


Amigos criam site de emprego voltado para transexuais e travestis 1
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Já falamos algumas vezes aqui sobre como é difícil a vida de pessoas trans. O preconceito e a falta de oportunidade são as principais delas.

Porém, três amigos criaram o Transempregos em 2013 com o objetivo de ajudá-los a conseguir vagas no mercado de trabalho.

Além de oferecer vagas, quem é transgênero também pode cadastrar seu currículo e aguardar o contato de alguma empresa.

Um exemplo da importância do Transempregos nesse universo trans é a reportagem da Carta Capital com a travesti Luiza Marillac, que ficou conhecida na internet por causa do vídeo “E teve boatos de que eu estava numa pior…”. Hoje ela trabalha em um hotel no centro de São Paulo em uma vaga conquistada através do site.

“O contato da empresa com o cliente é direto, eles têm acesso aos dados disponibilizados pelo candidato que se inscreve para tal vaga. Ainda estamos desenvolvendo melhor o site – o que não aconteceu por falta de tempo – mas acabamos sabendo das efetivações quando as pessoas trans nos comunicam”, disse Paulo Bevilacqua, um dos fundadores do site em entrevista ao ekonomio.

Leia também: Projeto propõe isenção de impostos para empresas de Fortaleza que contratarem travestis

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Como sempre falamos aqui, a melhor forma de combater intolerância e preconceito é com conhecimento e a falta de contratação de pessoas trans é pura desinformação.

Por causa disso, 90% das pessoas trans acaba trabalhando com prostituição ou salões de beleza, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra).

O Brasil vem adotando medidas para diminuir o preconceito e as barreiras entre o público trans e o mercado. Já existe um guia da Promoção dos Direitos Humanos de Pessoas LGBT no Mundo do Trabalho, realizado pela ONU em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho). No guia você encontra dez compromisso e desdobramentos que empresas e empregadores podem desenvolver para driblar o preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros.

Veja o vídeo da Luisa Marilac falando sobre sua nova situação de vida:

Fonte: ekonomio

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