Qualificação profissional para refugiados da Venezuela: conheça o projeto da Tembici

O projeto “Novos Caminhos”, realizado pela Tembici em parceria com a ACNUR e o Instituto Aromeiazero, oferece curso sobre mecânica e negócios de bicicleta para refugiados venezuelanos.


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Desde o começo da crise na Venezuela, o Brasil vem acolhendo centenas de refugiados que chegam em busca de novas oportunidades para recomeçar a vida e garantir alguma perspectiva de um futuro melhor para suas famílias, especialmente as que ficaram no país. E é justamente com o objetivo de colaborar na inserção de imigrantes no mercado de trabalho formal e atuar em sua qualificação profissional, que a Tembici, maior empresa de micromobilidade da América Latina, idealizou uma iniciativa inspiradora.

Em parceria com o Instituto Aromeiazero e com a ACNUR, a agência da ONU para refugiados no Brasil, a Tembici viabilizou o projeto Novos Caminhos, que ofereceu um  curso sobre mecânica e negócios de bicicleta para refugiados, em São Paulo. Com a expertise de trabalhar a inclusão de pessoas por meio das bicicletas, o Instituto colaborou na estruturação do curso, com 32 horas de duração e abordagem de conteúdos sobre mecânica, reforma e reparos básicos em bicicleta, além de segurança no trânsito, mobilidade na cidade e geração de renda. Durante o curso, a cicloativista Renata Falzoni do Bike é Legal apoiou e participou de debates entre os participantes para discutir a importância das bicicletas na vida dos brasileiros.

qualificação profissional refugiados venezuela projeto Tembici
Foto: Divulgação

A primeira edição do treinamento ocorreu entre os dias 25 de março e 4 de abril, com aulas pela manhã no Clube da Comunidade Arena Radical. Por lá, foram capacitados 11 homens e mulheres venezuelanos. Entre eles, o professor universitário e de Ensino Médio, Gustavo Guédez, de 60 anos. Ele conta que está apaixonado pelo projeto, apesar da saudades da esposa e do filho, que ficaram na Venezuela.

“Nunca imaginei que ia sair do meu país sem ser como turista. É muito difícil, mas me senti muito acolhido aqui e estou gostando de trabalhar com as bicicletas”, comentou.

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Foto: Divulgação

Além do curso, a Tembici também está auxiliando os participantes na elaboração de currículos, para auxiliá-los na inserção no mercado de trabalho, além de ter criado um banco de talentos interno, em caso de abertura de novas posições na empresa. Mais do que dar uma oportunidade a refugiados e imigrantes, a principal missão do projeto é fortalecer a bicicleta como ferramenta de promoção do direito à cidade e meio de transporte acessível, sustentável, simples e barato.

Dados coletados pelo Ciclocidade, em dezembro de 2018, já comprovam que a utilização das bikes como meio de transporte alternativo vem crescendo em São Paulo, por exemplo. Em sua edição mais recente, o estudo fez a medição de ciclistas na Avenida Faria Lima, na região do cruzamento com a Avenida Rebouças – a região com o maior tráfego de bicicletas da cidade. Ao longo de 14 horas, no dia 6 de dezembro de 2018, circularam 9.111 ciclistas e usuários de patinetes. Esse número representou um aumento de 428% de usuários de modais alternativos em relação a 2013. Segundo a Tembici, hoje 68% do transporte com bicicletas é recorrente durante a semana, o que demonstra ainda mais a importância da iniciativa.

O projeto Novos Caminhos oferece uma nova chance para que os refugiados encontrem oportunidades de trabalho no Brasil e possam logo se reencontrar com suas famílias. E você, conhece algum projeto que também está acolhendo imigrantes por aqui? Compartilhe conosco nos comentários e ajude você também a inseri-los no mercado de trabalho!

Para saber mais sobre o projeto, assista também ao vídeo produzido pela cicloativista, Renata Falzoni, do Bike é Legal:

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