Por que precisamos descobrir o que faz a gente feliz: entrevista com Gabriel Hamsi, criador do The Sun Gallery


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“O que faz o seu sol brilhar?” Muito provavelmente o Gabriel Hamsi te faria essa pergunta em uma conversa observando o pôr do sol em algum parque de São Paulo ou de Nova York, onde ele mora atualmente.

Uma analogia para o que faz as pessoas felizes. A pergunta é simples, mas a resposta está longe de ser. Afinal, muitas pessoas não sabem o que faz o sol delas brilhar. “A gente quer sempre conhecer tanto e tudo, mas conhecer a gente mesmo é daquelas abas do Chrome que a gente deixa aberta”, diz.

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A relação dele com praia e sol sempre foi muito forte. O lance da fotografia começou a ficar sério em 2011, quando ele fez suas primeiras fotos de pôr do sol usando um iPhone. “Não tem erro, cara, não tem uma foto de pôr do sol que não fique linda, que as pessoas não se identifiquem… É um senso comum muito grande.”

Em 2013, Gabriel fez uma viagem à Nova York e decidiu fazer um rolê fora dos circuitos turísticos. Ele queria conhecer as “entranhas” da Big Apple. “Comprei minha primeira câmera e saí fotografando a cidade, claro, a foto que eu mais gosto é um pôr do sol lindo no Battery Park.”

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De volta a São Paulo, Gabriel assumiu de vez o The Sun Gallery na sua vida. “Aí uma coisa muito bacana aconteceu com o site, porque o blog virou uma espécie de espaço de compartilhamento de experiências, sabe?”

Na entrevista a seguir, ele fala mais sobre sua relação com a natureza e o pôr do sol, a mudança para Nova York, onde estuda Brand Management, no Fashion Institute of Technology, o nascimento do The Sun Gallery, quem são as pessoas que ele entrevista para o seu canal no YouTube, o que ele busca nessas histórias e muito mais.

1) O que você foi fazer em Nova York?

Eu posso dizer um monte de coisa sobre a minha vinda pra cá, mas a grande verdade é que eu precisava de coisas novas. Precisava sair daquela mesmice, como sempre preciso. Tenho uma inquietude dentro de mim, que me é muito particular. Sempre fui assim e deixei de brigar contra rs. Aí, claro, pra não vir só por vir, vim fazer um curso de Brand Management, no Fashion Institute of Technology – e ainda bem que fiz, pois foi depois disso que o The Sun Gallery realmente surgiu. Ele já era um Instagram e uma página no Facebook, mas, francamente, não muito amplamente divulgado nem nada, era um hobby, e me servia como um instrumento de compartilhamento das fotos. Aqui, no curso, fui incentivado pelos meus colegas e professores a fazer do TSG algo que chegasse mais perto das pessoas.

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2) Fale um pouco sobre a origem do The Sun Gallery e o porquê desse nome.

Cara, o The Sun Gallery, cada vez que eu conto a origem, vou entendendo o quão natural foi pra mim. Sou nascido em Recife, e minha mãe, que também é de lá, ama praia e sol. Ela criou a mim e meus irmãos de baixo do sol, pegando jacaré na praia rs. Com esse lance do iPhone, a fotografia ficou mais perto de todo mundo, inclusive de mim. Sempre gostei de fotografar, mas lá em 2011, quando tive meu primeiro iPhone, abri meu Instagram pessoal (@gabrielohamsi) e lembro que desde lá o lance de fotografar o sol já era muito forte pra mim. Não tem erro, cara, não tem uma foto de pôr do sol que não fique linda, que as pessoas não se identifiquem… É um senso comum muito grande.

Um dia, fotografando o pôr do sol no Parque do Ibirapuera, encontrei uma grande amiga. Por coincidência, foi o dia em que me iniciei na prática da meditação, por conta dela e de todo o momento ali de imersão pessoal que eu estava passando. Aí, cara, passaram-se esses anos, e eu indo pra praia, fotografando, ou até mesmo na cidade, e sempre procurando um clique onde a natureza fosse o centro. Nessa onda de mudanças e tudo acontecendo, foi quando eu assumi o TSG de verdade na minha vida. Aí uma coisa muito bacana aconteceu com o site, porque o blog virou uma espécie de espaço de compartilhamento de experiências, sabe? SEMPRE acreditei na pessoa comum, sempre achei que pessoas comuns têm coisas pra falar, tanto quanto qualquer famoso, ou alguém com certa notoriedade. Então, resolvi abrir um espaço no blog para as pessoas dissertarem sobre o tema: “o que faz meu sol brilhar?” Uma analogia para o que as fazem felizes. Te digo que nasceu de um exercício pessoal e repassei isso para as pessoas, que, por sua vez, também precisam exercitar o contato com esse sentimento, pois ouvi de muitas delas que não sabiam o que fazia o sol delas brilhar. Ou seja, importante pra kcta, né? A gente quer sempre conhecer tanto e tudo, mas conhecer a gente mesmo é daquelas abas do Chrome que a gente deixa aberta, porque sabe que um dia vai usar, mas nunca sabe quando. Uma parte super importante desse processo foi minha sobrinha. Ela definitivamente ativou o amor dentro de mim quando ela nasceu e foi bem nesse período em que comecei a fotografar e a meditar. Esse processo todo está sendo tão rico, cada hora me descubro um pouco mais. Anexando fotos pra você, vi uma foto dela e pensei: óbvio, Alice é parte essencial dessa história.

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3) Quem são as pessoas que você entrevista, como é a escolha e a abordagem delas?

Depois desse processo de criar o site e tal, achei bacana fazer um canal de entrevistas no YouTube. Olha, não existe “senãos”, “poréns”, ou “nada” nesse casting, sabe? A ideia é falar sobre NY e tentar desconstruir esse glamour infinito que as pessoas têm com a cidade e construir a imagem de que é uma vida normal, com seus prazeres e agonias do cotidiano… Digo mais, NY proporciona muitas agonias rsrs. Então, é falar sobre o ponto de vista de cada um sobre a cidade, a relação daquela pessoa com o sol. Os bate-papos são sempre em lugares escolhidos pelos entrevistados, em que eles consideram ser o pôr do sol mais bacana da cidade. Como eu te disse, as pessoas comuns me interessam.

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4) O que você busca nessas histórias?

Eu não busco grandes mensagens, ou frases de efeito, não, eu busco um bom bate-papo, uma boa troca de ideias. Simplicidade, sabe? O que me deixa curioso, mas que não é o main reason, é saber a relação de cada um com o sol. Isso sim, então, talvez, inconscientemente, eu só vá descobrir isso daqui um tempo.

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5) Você tem uma, ou mais histórias que gostaria de compartilhar com a gente?

Ah, cara, tem um menino, o Marcos, que é super novinho, veio pra NY com 22 anos e sempre gostou de se fantasiar, desde pequeno. Junto a isso, ele sempre teve um lado estético muito forte, designer e agora com mestrado em artes visuais em NY. Aqui, ele descobriu, muito por conta da liberdade criativa da cidade, que ele poderia se montar e ser uma drag queen. Um menino de Floripa, que tem uma ligação forte com o sol. Pra entrevista, ele escolheu um dos lugares que eu mais amo, o DUMBO, no Brooklyn. Essa história é muito bacana, porque é tão importante a gente sacar o que faz o nosso sol brilhar… E ele sacou, que foi se montar e ser a Xica Rica.

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Já pensou que demais ver algumas dessas fotografias ao vivo? O Gabriel busca financiamento para viabilizar uma exposição do The Sun Gallery no Espaço Viga, em São Paulo (SP), entre os meses de maio e julho. Saiba mais aqui.

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