“Morei na casa deles por 7 anos e nunca me senti como a filha da ajudante”

Meus pais eram refugiados do Vietnã. E logo depois que nasci, minha mãe foi contratada como empregada doméstica. Ela não suportava deixar sua única filha com uma babá. Então, depois de apenas três dias, ela tentou desistir do emprego.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Foi quando seus chefes insistiram para que ela me trouxesse ao trabalho. Seus nomes eram Charles e Kathleen Timblin e pelos próximos sete anos eu eu não me sentiria como a filha da ajudante e cresceria em sua casa.

Eles eram um casal de idosos. Nenhum deles tinha filhos. E eu era filha única, então eles se tornaram meus companheiros. Ele tinha uma cadeira, ela tinha uma cadeira. Eu criei um palco em sua sala para apresentações. Íamos ao parque, líamos livros.

“Eu me tornei parte do mundo deles.”

Charles e Kathleen Timblin cuidaram da filha da ajudante como se fosse sua
Foto: reprodução/Facebook Humans of New York

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Nós jantávamos juntos e eles me ouviam falar sem parar. Mas eles nunca gritaram comigo. Eu podia brincar com qualquer coisa da casa. Havia uma grande cadeira de balanço que eu usava o tempo todo, e no meu aniversário de 4 anos eles compraram uma miniatura só para mim.

Por fim, minha mãe economizou dinheiro suficiente para abrir seu próprio negócio. E em seu último dia de trabalho, o casal me disse: ‘Você sempre será bem-vinda nesta casa’. Eu os visitava 3 vezes por ano: no aniversário dele, no aniversário dela e no meu aniversário.

Como presente de formatura, eles me deram um cheque para ajudar na faculdade. O Sr. Timblin me deu um abraço e disse: ‘Só espero poder dançar com você no seu casamento’. Mas a essa altura sua saúde já havia começado a piorar e não demorou muito para que ele falecesse.

idoso com criança no colo e criança depois de crescida, à direita
Fotos: reprodução/Facebook Humans of New York

Comecei a visitar a Sra. Timblin mais vezes. Eu sempre parava na Blockbuster e escolhia um filme para nós, já que ela só tinha um player de VHS. Mas, infelizmente, só tivemos mais três anos juntos. Seu velório foi feito apenas para parte da sua família, em outra cidade.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Eu viajei para lá e todos ficaram surpresos com a minha presença. Principalmente quando expliquei que minha mãe trabalhou como ajudante para os Timblins. Ninguém conseguia entender por que eles significavam tanto para mim.

“Foi a primeira vez que me senti uma estranha. E só então percebi o quanto os Timblins fizeram eu sempre me sentir parte do mundo deles.”

Relato traduzido e originalmente publicado da página Humans of New York.


Quer ver mais um vídeo inspirador? Dá o play!

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Quer ver a sua pauta no Razões? Clique aqui e seja um colaborador do maior site de boas notícias do Brasil.

CanaisPatrocínios
Marcas que nos apoiam

MARCAS QUE NOS APOIAM


Quer receber boas notícias todas as manhãs?

1,102,320FãsCurtir
4,265,903SeguidoresSeguir
25,464SeguidoresSeguir
11,200InscritosInscrever

+ Lidas

Projeto ensina educação financeira nas escolas do Ceará através de jogos lúdicos

O Projeto Jogos de Educação Financeira propõe ações lúdicas e criativas para o ensino de educação financeira nas escolas, utilizando dois jogos: Piquenique e...

Fotógrafo que tem depressão faz ensaio de grávida com boneca para vencer recaída

Há mais de um mês em quarentena, confinado em casa e saindo apenas quando necessário, o fotógrafo Thalles Lima teve uma recaída e voltou...

Menina de 6 anos pede cadeira de rodas para vizinho em cartinha de Natal: ‘Para ele passear e me visitar’

A tão falada "magia do Natal" se revela no amor ao próximo e nos pequenos gestos de solidariedade e empatia. E a pequena Emanuelly da...

Jovem ganha sorriso novo e se emociona ao se ver no espelho; veja vídeo

Através de projeto social, foi realizado no jovem uma restauração nos dentes, devolvendo a ele um lindo sorrisão!

Eu, meu cão e o câncer

Só quem teve o previlégio de ser amado por um animal de estimação, poderá entender o meu relato a seguir.

Instagram