O Boticário aumenta suas vendas mesmo após tentativa de boicote de alguns líderes religiosos

Após sugerir um boicote à marca O Boticário, que lançou uma campanha de Dia dos Namorados com casais gays, junto com outros líderes religiosos fundamentalista, Silas Malafaia viu as vendas da empresa terem alta.

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E essa alta tem que ser duplamente comemorada, porque o comércio como um todo teve uma queda de 5% nas vendas em 2015. No entanto, O Boticário conseguiu superar esse entrave e ainda obteve um aumento de 3% na comercialização de seus produtos, em relação ao período anterior. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista, as causas para o aumento podem ter sido a campanha em favor da empresa feita pela comunidade LGBT.

Nós mesmos aqui do RPA fomos um dos primeiros site no país a levantar a bandeira contra a campanha de “deslikes” ao vídeo da marca, e ainda enumeramos as outras 379 empresas que assinaram um documento apoiando o casamento igualitário, para que seus funcionários possam ter os mesmos direitos que qualquer outro casal. 

Leia mais: Diante da ameaça de boicote de campanha d’O Boticário, a marca dá a melhor resposta

Segundo um estudo elaborado pela SGC Conteúdo, mesmo com as críticas e pedido de boicote, a imagem do Boticário não foi abalada. A pesquisa mostra que a palavra “gostei” foi uma das mais repetidas no Twitter entre as 31 mil publicações com o termo “Boticário” de 2 a 6 de junho, à frente de termos como “gays” e “Malafaia”; e uma campanha no Facebook a favor do Boticário ganhou 190 mil adeptos. Para Sílvio Guedes Crespo, diretor geral da SGC Conteúdo, quem assume uma postura pioneira sabe que terá um custo e espera obter um benefício.

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“No caso de O Boticário, as redes sociais ajudaram a empresa a reduzir o primeiro e a aumentar o segundo”, afirma. Para ele, a empresa foi muito inovadora e a longo prazo será reconhecida como uma organização com valores à frente do seu tempo. “A conquista de direitos por parte da população LGBT é uma tendência de longo prazo em sociedades ocidentais, embora no meio do caminho haja eventuais retrocessos”, explica.

“As empresas, especialmente as grandes corporações, tendem a acompanhar esse movimento, e a sociedade como um todo tende a aceitar cada vez mais essa diferença”, conclui.

Post originalmente publicado no Super Pride.

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