O objetivo da educação não é ensinar coisas, é ensinar a pensar

Rubem Alves foi um grande escritor e educador brasileiro, e dedicou muitos anos de sua vida na formação e autoria de diversos temas dentro da área da Educação.

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Mestre em teologia, foi perseguido pela Igreja Presbiteriana em 1968 por ser considerado subversivo, acusação que em pouco tempo depois foi para alguns comprovada pela relação encontrada sobre a teologia da libertação e sua tese de doutorado em filosofia.

Mas a subvervisividade de Rubem não era uma questão religiosa. Era uma questão filosófica, de reestruturação. Contrário a uma educação voltada para o vestibular, e que induz o aluno a gravar dados ao invés de compreender (quem nunca?), foi de encontro a muito do que é visto no sistema de ensino atual, como por exemplo a mensuração por notas.
Ao afirmar que o professor deve ser um causador de espantos, Rubem traz à tona a ideia de que na era do conhecimento, na qual tudo é compartilhado e todos tem acesso, o mestre não é mais o detentor do que se precisa saber mas aquele que estimula, ensina a pensar por si,  a fazer conexões, mediar informações e a transformar estas a fim de que a vida real seja mais prazerosa, sem tantos riscos.

“Então eu diria que os professores deveriam sempre fazer esta pergunta: ‘isto que eu vou ensinar serve pra quê?’.”

Em um de seus vídeos no qual explana suas idéias, Rubem Alves afirma que “o aprendido é aquilo que fica depois que o esquecimento faz o seu trabalho”. Um homem bem à frente de seu tempo, faleceu em 19 de julho de 2014 , mas deixou um legado que certamente perdurará.

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[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=qjyNv42g2XU”]

Fazendo uma breve relação entre a cidade de Boa Esperança, no sul de Minas onde o escritor nasceu, e tudo que ele deixou para nós, em forma de áudio, vídeo e literatura, ainda há muitas razões para acreditar que a educação, se mudar, transformará o Brasil.

 

[Nota da Redação]

É cada vez mais visível a sensação de total falta de sentido. Desenvolvemos nossas habilidades para executar tarefas e ocupar um cargo, mas pouco fazemos em nome da melhor convivência e da vida em sociedade.

Ainda investimos muito em conhecimentos específicos, muitas vezes desconectados da realidade, com o único objetivo de se vencer etapas: passar de ano, passar no vestibular, entrar numa boa faculdade, conseguir um bom emprego… Tudo isso para quê?

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Se você quer tentar encontrar respostas para algumas dessas questões, venha participar de mais um encontro do R:evolucione, no dia 26/07, com Priscila Alvim, consultora especialista em comunicação e que acredita na troca e no diálogo como meios verdadeiros de aprender e ensinar.

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