O Yoga no tratamento de transtornos mentais graves

Por Rodrigo Carvalho

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Este texto surge a partir da minha experiência como professor de Yoga em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), uma instituição do SUS criada para tratar casos de transtorno mental grave e persistente.

O CAPS tem a função de substituir a antiga forma desumana de cuidar desses pacientes que, até então, eram encarcerados por anos a fio, e algumas vezes até a morte, sofrendo todo tipo de atentado contra seus direitos humanos. Ao CAPS cabe a função de tratar de forma humanizada, sem restringir o direito do paciente à liberdade, muito pelo contrário, deve batalhar em prol da liberdade desse usuário criando oportunidades de reinserção social para essa parcela da população tão estigmatizada. Mas a questão é: como a prática do Yoga poderia auxiliar no tratamento desses pacientes?

No Yoga Sutra, Patanjali traz definições, conceitos e práticas psíquicas sobre Yoga. Ele faz a seguinte definição: “Yoga é a inibição das modificações da mente”. Depois, ele define essas modificações: “As modificações da mente são de cinco tipos e são dolorosas ou não dolorosas”. Em seguida, ele define as modificações dolorosas: “Dor (mental), desespero, nervosismo e respiração difícil são sintomas de uma condição mental dominada por distrações”. Nessa primeira parte Patanjali define o Yoga como uma prática mental, e define os sintomas (sofrimentos) e a causa desses sofrimentos.

Na segunda parte do seu texto Patanjali se concentra nas técnicas para combater a falta de controle da mente e o sofrimento advindo disso. Nesse sentido, ele vai dizer que “(Kriya Yoga) é praticada para atenuar os kleshas e produzir o samadhi“, levando em consideração a definição de Klesha como dor, aflição e miséria, assim como suas causas.

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Em seguida, ele fala das técnicas utilizadas pelo Yoga para equilibrar a mente, a chamada Ashtanga Yoga ou Yoga de Oito Partes: “Auto-Restrições; Observâncias; Postura; Controle da Respiração; Abstração; Concentração; Contemplação e Êxtase são as oito partes (da autodisciplina do Yoga)”.

Importante notar que quando Patanjali fala de postura ele está se referindo aos asanas das aulas de Yoga, como elas ficaram conhecidas no ocidente, ou seja, como uma série de posturas físicas. Mas a importância dada ao aspecto mental é bem maior do que a menção às posturas físicas. Aliás, para Patanjali, as posturas físicas são somente uma técnica para se alcançar o equilíbrio mental. Digamos que, dessas oito partes, o ocidente, em média, pratica somente duas: Posturas Físicas (asanas) e Controle da Respiração (pranayama). Com ênfase nas Posturas Físicas.

Leia a matéria completa em Gayatri Revista.

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