ONG leva ajuda humanitária a famílias que vivem no lixão do Jardim Gramacho (RJ)

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No bairro Jardim Gramacho (RJ), funcionou, entre 19976 e 2012, o maior lixão da América Latina. Foi em cima dele que várias famílias construíram suas vidas! São pessoas que sobreviviam da coleta de recicláveis do lixão.  Com o aterro desativado, os catadores ficaram desempregados e, hoje, suas famílias sobrevivem dos lixos descartados ilegalmente por grandes empresas, inclusive de alimentos vencidos.

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A médica e voluntária da ONG Corrente pelo Bem, Rafaela Bisson, juntamente com outros voluntários da instituição, tentam levar às famílias atendimento médico, além de alimentação, roupas e muito mais. “Eles criam feirinha de lixo vencido, leite, macarrão tudo vencido. Eles não tem luz, água, nada”, afirmou Rafaela.

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Para ajudar a ONG com os trabalhos, criamos uma vaquinha na VOAA. O valor de R$ 35.500 é para a construção de uma sede no local, para que possam estocar as doações e facilitar a distribuição para as famílias, e o valor que conseguirmos a mais, será para a compra de um carro e com ele, buscar mais doações. Clique aqui e contribua.

“Algumas crianças estudam, mas muitas não. Depois que você pisa naquele chão sujo de lixo e olha aquele céu cheio de urubu, você nunca mais deixa de voltar.”

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“A gente tem uma África há 40 minutos do Leblon”, diz a médica

Desde 2010, a ONG, fundada pelo advogado Rodrigo Freire, realiza ações sociais no bairro em que moram mais de 100 famílias em condições extremas de pobreza. Não tem roupa, as casas são literalmente de papelão, algumas moram em cima do lixo, sem esgoto, sem sanitários, sem nada mesmo!

“É cada vez mais crianças. Cada vez mais gente. Cada vez mais lixo. Os espaços que eles chamam de “casas”, que na verdade nada mais são que amontoados de papelão. Sem energia. Sem esgoto. Sem móveis. Emergem nesse ambiente, famílias de 10 a mais pessoas”, explicou a médica. familias vivem lixao rj alimentam produtos descartados africa leblon familias vivem lixao rj alimentam produtos descartados africa leblon

Como ajudar?

Além da vaquinha, a ONG precisa de doações de alimentos, água, brinquedos, roupas e fraldas para distribuição em ações pontuais. Mas também contam com parcerias de profissionais e empresas para desenvolver no local palestras de conscientização e cursos.

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A importância da construção da sede e da compra do veículo

A Rafaela explicou que a ONG está há alguns anos na luta para a construção de uma sede no bairro, para facilitar o estoque e a distribuição das doações.

Eles também precisam de um veículo para coletar as doações, pois sempre precisam encontrar pessoas que possam emprestar um veículo, ou precisam alugar um caminhão. “Não temos nada, estamos sozinhos. A política pública se faz totalmente e absolutamente ausente.”

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crédito das fotos: Reprodução/Corrente pelo Bem

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