ONG distribui 610 toneladas de alimentos em um ano

Você sabia que, segundo dados da FAO, cerca de 30% dos alimentos produzidos no mundo são perdidos ou desperdiçados? Ou seja, aproximadamente 1,3 bilhão de de toneladas de comida vão direto para o lixo todos os anos. E para ajudar, mais de 815 milhões de pessoas no mundo passam fome. Tudo isso por conta, principalmente, da má distribuição.

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Não é à toa que a economista, Luciana Quintão, criou em 1998 uma iniciativa com o intuito de combater  as faces desse problema, como conta a Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios/Globo. A ONG conhecida como Banco de Alimentos, associação que atua na região metropolitana de São Paulo, conta com o conceito de colheita urbana, coletando alimentos que sobram da produção e comercialização e assim distribuindo-os para instituições de caridade. “Nunca me conformei com tanta pobreza no meio de tanta riqueza. Refleti sobre isso e me perguntei se iria só pensar ou fazer algo a respeito”, revela Luciana.

Ela, de fato, não ficou parada e resolveu agir da melhor forma para que todos obtivessem alimentos. Assim, diversos doadores apareceram dispostos a ajudar. Entre eles estão grandes, médias, pequenas e micro empresas tais como sacolões, hortifrutis, mercados municipais, fabricantes, distribuidores e também agricultores. “Há 20 anos tivemos que quebrar muito paradigmas. Ninguém queria doar comida. Todos tinham medo. Preferiam jogar fora do que correr algum risco. Fui convencendo os doadores e eles acabaram gostando do projeto”, conta a economista.

alimentos para todos

Com toda essa ajuda, em 2017 ela já conseguiu arrecadar cerca de 610 toneladas de alimentos. Bem impressionante, não?! A ONG Banco de Alimentos revela que eles foram distribuídos para 45 entidades capazes de atender mais de 20 mil pessoas todos os dias. Para conseguir atender a todos, eles utilizam duas vans, usadas na coleta e distribuição e alguns veículos terceirizados. Além disso, os alimentos são enviados já no mesmo dia para as instituições sem que nada seja armazenado ou estocado na ONG.

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Leia também: Vila de minicasas vai abrigar mulheres sem-teto nos EUA

E todo esse trabalho não é feito, é claro, por Luciana. Na verdade, são cerca de 12 funcionários que são divididos entre as áreas de administração, financeiro, nutrição, logística, comercial e comunicação. Sem falar da ajuda de oito estagiários de nutrição, todos da Universidade São Camilo e voluntários e empresas que fornecem serviços jurídicos, assessoria de imprensa e design e comunicação.

Acredite se quiser esse não é o único projeto da ONG. Ela também realiza atividades educativas e de conscientização fazendo palestras e workshops.

Já no ano de 2018, Luciana espera ainda aumentar a arrecadação de alimentos e ampliar o número de instituições atendidas. E eles só conseguem seguir além com isso com o aumento de parcerias e doadores, pessoas tanto jurídicas como físicas. “Precisamos entender nosso papel na sociedade. Nos importar não apenas com nossas próprias vidas, mas também das pessoas a nossa volta”, conclui a economista.

alimentos não são desperdiçados

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O que você acha desse projeto? Não seria ótimo se todos conseguissem receber alimentação e ainda acabarmos com o desperdício?

Fotos: Divulgação.

Fonte: Globo.

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