ONG muda a realidade de meninas que são traficadas e transformadas em escravas domésticas na África

Foi uma promessa de ir para a escola que convenceu Bella (nome fictício), agora com 16 anos, para acompanhar sua irmã mais velha à capital do Togo, Lomé. Bella tinha acabado de fazer 10 anos, e sua irmã jurou que a cidade grande seria um conto de fadas em comparação com a pobreza da sua casa, onde sua mãe solteira, que comercializa pasta de mandioca, esforçava-se para apoiar a família de 7 pessoas.

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Mas algumas semanas depois de chegar a Lomé, a irmã de Bella a deixou com a primeira patroa, depois outra. Bella foi colocada para trabalhar como Cinderela (nome pelo qual ficou conhecida essa situação de escravidão de meninas), executando trabalhos domésticos das famílias, de 5 da manhã até a meia-noite, todos os dias.

“A patroa costumava me bater; ela me fazia ajoelhar e dava chicotadas nas minhas costas. Eu tinha 11 anos na época.

Depois de quatro anos, Bella conseguiu escapar através de um amigo de sua irmã que, comovido com sua situação, concordou em levá-la de volta para a aldeia.

“Quando eu voltei, eu disse a mim mesma que não iria sofrer novamente”, disse a adolescente, que agora está treinando para ser cabeleireira em um salão perto de sua casa.

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Ano passado, uma outra menina chamada Esther, agora com 14 anos, foi traficada de sua pacata aldeia no norte do país para Lomé, depois de ser persuadida por uma tia que disse que ia levá-la para passar férias. Lá, sua patroa batia nela e a deixava com fome, além de não deixar a menina ir para casa.

“Lavava as roupas e cuidava do bebê”, disse Esther. “Eu costumava chorar sempre, e sonhava em voltar para a aldeia.” Esther foi então finalmente resgatada e matriculada de volta na escola pela equipe do projeto anti-tráfico da Plan International, uma ONG voltada para disseminar a igualdade de gêneros e direitos das mulheres.

O projeto funciona nas regiões centrais do Togo e visa reintegrar crianças traficadas de volta para a escola, e proporcionar formação profissional para as adolescentes que estão velhas demais para voltar para a sala de aula.

“O objetivo do projeto é enfrentar o tráfico de crianças através da educação e da formação profissional”, diz Ouro Gbeleou, gerente do projeto anti-tráfico da Plan International em Togo.

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No pacífico salão de cabeleireiros de telhado de zinco sob a mangueira onde trabalha, Bella coloca “bobes” no cabelo de uma senhora. “Sim”, ela diz, olhando para cima com uma expressão solene. “Às vezes, quando penso no que aconteceu em Lomé, eu fico muito triste.”

Em seguida, ela sorri e acaricia a cabeça de sua cliente com orgulho. “Mas agora eu estou aprendendo uma profissão, eu acho que eu posso construir o meu futuro. Vou abrir uma loja e ganhar dinheiro; cuidar de mim mesma”.

Assista abaixo o documentário feito para mostrar a história de transformação dessa mulheres guerreiras, chamado “Real Cinderellas”:

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