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Operário vende máscaras na rua para ajudar costureiras que estão sem renda

Empreendedor que vende máscaras para ajudar costureiras e barraca onde ele vende

Alguns profissionais estão sofrendo muito com esse período de distanciamento social, mas sempre tem um jeitinho de contornar a situação se todo mundo se ajudar.

Em São Paulo, um operário de metalúrgica, que é também um pequeno empreendedor, decidiu mudar o perfil do seu negócio para vender máscaras de tecido e, assim, poder ajudar várias costureiras.

“Eu vendo canudos ecológicos de inox e escovinhas para fazer higienização. Não tá fácil pra mim, então decidi vender máscaras, mas o legal disso tudo é que através de mim venho ajudando costureiras que não têm fonte de rendas”, explicou Denis Condi.

Dessa forma, ele tem contribuído com a renda familiar de 7 costureiras. “Algumas estão usando esse dinheiro das máscaras para comprar alimentos pra casa“, disse Denis.

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Denis organiza o material e distribui para vendedores. Foto: Arquivo pessoal

Denis compra os tecidos, passa para as costureiras, paga pelo trabalho delas, e repassa as máscaras para vendedores ambulantes, que vendem a um baixo custo, tudo de forma bem improvisada, mas que garante uma renda mínima para várias pessoas.

“Eu sou encarregado de produção em uma metalúrgica, dali eu tiro minha renda para pagar contas de casa. Esse dinheiro de máscaras e canudos é mais para ajudar esse pessoal que tanto precisa”, explicou.

Você pode ajudar um empresário que está com a fábrica fechada a reativá-la para produzir máscaras para os profissionais de saúde. Criamos uma vaquinha no VOAA. Clique aqui e contribua!

Denis começou a vender canudos ecológicos em barraquinha, onde hoje também vende as máscaras. Foto: Arquivo pessoal

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Iniciativa populariza acesso a máscaras e canudos

Com essa ideia, Denis está favorecendo que as pessoas mais pobres possam ter acesso a máscaras a um preço baixo.

Com iniciativa, Denis consegue vender máscaras ao preço de R$ 4,00. Foto: Arquivo pessoal

E antes mesmo dessa iniciativa, ele já havia despertado para a necessidade de popularizar alguns artigos. É o caso do canudinho reutilizável, que custava muito caro, cerca de R$ 40 e ele passou a vender a R$ 10.

Pra isso, Denis compra a matéria bruta, que ele conseguiu a preço de custo em uma fábrica, e faz o processo de usinagem em casa.

A USP criou um ventilador de respiração mecânica que é feito em duas horas e 15 vezes mais barato.

Canudos são vendidos com escovinhas reutilizáveis. Foto: Arquivo pessoal

“Fiz a barraquinha, peguei pessoas desempregadas e coloquei para vender. Aí foi indo”, contou. Nesse período, todos os vendedores estão comercializando as máscaras utilizando máscaras para também se proteger.

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Boa, Denis!

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