Em Ruanda, orgasmo feminino é tão levado a sério que é considerado sagrado

Não é novidade que muitas mulheres passam praticamente toda uma vida fingindo prazer entre quatro paredes. Por incrível que pareça, o assunto ainda é tabu e a discussão sobre o orgasmo feminino caminha lentamente.

Mas olha só que fato curioso: em Ruanda, o orgasmo feminino é não só levado a sério, como considerado sagrado. No país africano, as mulheres certamente devem ser mais felizes, pelo menos na cama.

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O gozo feminino é tão cultuado entre os ruandeses que virou tema do documentário francês “Sacred Water” (“Água Sagrada”, em tradução livre), dirigido por Olivier Jourdain. A narrativa investiga a fonte do prazer e percorre os caminhos da ejaculação da mulher, que em Ruanda é considerada um presente de Deus. O líquido que jorra durante o sexo e a fertilidade seriam os grandes responsáveis por toda a vida no planeta e também por manter a abundância de lagos, rios e até oceanos, segundo lendas locais.

orgasmo feminino em Ruanda

Através de um olhar contemporâneo sobre a África e seus costumes, o documentário mostra ainda o quanto o diálogo sobre o orgasmo feminino faz parte do cotidiano local, tratado com humor, espontaneidade e naturalidade por Vestine, estrela de um famoso programa de rádio. A especialista em sexo ensina jovens e adultos sobre o clítoris e suas funções, por exemplo. Há ainda o debate sobre tradições e sobre como os ensinamentos serão repassados para as próximas gerações, já que aparentemente, a vida moderna ameaça tal particularidade.

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Entre os entrevistados, surgem comentários que ampliam o entendimento da cultura ruandesa. “Se eles encontram a água, é uma verdadeira honra. Você se sente uma verdadeira mulher. É como se rompesse uma barragem”, disse uma das entrevistadas. “A vagina deve vibrar” e “é uma enxurrada que surge quando temos coragem de abrir a porta” são outras frases épicas ditas pelos personagens. Este é não só o ápice do prazer feminino, mas também um ritual necessário para adentrar na vida adulta.

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Entre as técnicas abordadas para se chegar ao orgasmo ou à “fonte da vida”, está a Kunyaza, termo que significa algo como “sexo molhado”, na qual se explora zonas erógenas da região genital da mulher com os dedos e o pênis, usando movimentos específicos para estimular tanto as partes externas quanto internas da vagina. Assim se chega à ejaculação de até um litro de líquidos vaginais que, segundo os ruandeses, se não acontece a mulher fica frustrada e ofendida.

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De maneira leve, íntima e um tanto mística, o diretor buscou retratar um lado da África que vai na contramão de seus atrasos, tão propagados pela mídia, como o machismo, a mutilação genital feminina e a miséria, além do genocídio em Ruanda, no ano de 1994, que tanto marcou a história do país. A produção de 2016 concorreu muitos prêmios, como o IDFA, festival de Amsterdã que está entre os principais do mundo.

Por enquanto, o documentário completo só pode ser visto aqui, mediante assinatura. Confira o trailer abaixo:

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Todas as fotos: reprodução

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