Os “BackFavela Boys” são os meninos de ouro no atletismo das Paralimpíadas

Muitos adolescentes cantaram os hits da banda norte-americana Backstreet Boys durante os anos 2000. O que ninguém esperava é que em 2016 as Paralimpíadas do Brasil iriam revelar uma versão tupiniquim do grupo: os BackFavela Boys, apelido dado aos meninos de ouro do atletismo Daniel Mendes, Diogo Ualisson, Felipe Gomes e Gustavo Araújo.

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Vencedores do revezamento 4x100m classe T11-13, que resultou numa medalha inédita para o país e um novo recorde paralímpico, o quarteto de origem humilde se deu o próprio nome depois de uma revelação feita pelo velocista Gustavo. “Nós brincamos que existem os Backstreet Boys, e nós somos os Backfavela Boys”, disse ao site Rio2016. O inusitado nome ganhou a simpatia dos torcedores e conquistou manchetes na internet.

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Com deficiência visual, os meninos têm algumas medalhas no currículo. Para citar algumas de suas conquistas, o capixaba Daniel levou a prata nos 400m de Londres em 2012 e foi o primeiro atleta de Espírito Santo a conquistar um ouro. Já Diogo, que vive no Parque União, favela na Zona Norte do Rio de Janeiro, é recordista Para-Sulamericano e Líder Nacional e das Américas nos 100m e 200m rasos, em 2012, 2013 e 2014.

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Nascido em Uberlândia, o mineiro bem-humorado Gustavo vive em Presidente Prudente e está entre os cinco melhores do mundo em sua categoria. Levou uma medalha de prata nos 100m do Mundial de Atletismo Paralímpico em 2015, que foi o primeiro do qual participou, e também um ouro nos 100m dos Jogos Parapan-Americanos do ano passado. Em 2016 realizou o sonho de entrar para as Olimpíadas e de carregar uma medalha de ouro no peito.

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Já Felipe, que vive na Favela Nova Holanda, ao lado do Complexo da Maré, que é uma das regiões mais carentes da capital fluminense, é campeão Paralímpico e mundial nos 200 metros. Otimista, ele disse ao Rio2016 que a popularização do esporte só traz benefícios.  “Se eu aparecer na televisão ganhando medalha, mostrando a minha história, se os veículos de comunicação continuarem fazendo o que têm feito… Se dez pessoas me ouvirem e eu atingir duas, está valendo”.

Juntos, os BackFavela Boys mostram que com dedicação e força de vontade, o impossível vira lenda.  “Ter essa medalha significa que não há ninguém na nossa frente. Somos os melhores do mundo”, resumiu Felipe.

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Fotos: Reprodução

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