Paciente usa Código Morse para se comunicar e dá chocolates para todas as visitas

As pessoas que têm Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) geralmente ficam bastante debilitadas por causa do enfraquecimento dos músculos e do comprometimento físico, o que acaba influenciando no lado psicológico. Mas o dentista Paulo Santarém encara a doença com muita força, serenidade e bom humor.

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Ele entendeu que ficaria debilitado ao ponto de ficar acamado e de não conseguir mais falar. Assim, treinou a esposa e a filha para que elas se comunicassem com ele através do Código Morse utilizando piscadas de olho, o único movimento que ele conseguiria fazer.

“Ele era radioamador e utilizava o Código Morse, então ele adaptou. O código é constituído de pontos e traços, então uma piscada curta de olho é um ponto e uma piscada longa é um traço, e assim ele consegue se comunicar com a gente e com as enfermeiras que cuidam dele“, explicou a filha, Daniela Santarém.

Nossa, que compreensão o Paulo teve do problema! Ele soube usar o último recurso que teria para se comunicar com a sua família.

Ah, ele até gravou um tutorial com a filha para que outras pessoas com ELA possam se comunicar também, se liga:

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Paciente dá chocolates para visitas

Paulo usa uma sonda para se alimentar e fez uma traqueotomia para respirar com a ajuda de aparelhos. Já são mais de 10 anos vivendo em uma cama dentro de casa com os cuidados da família e da equipe médica.

Apesar disso, ele utiliza o método de comunicação que criou para continuar participando ativamente das decisões da casa como finanças, e também acompanhando tudo do próprio tratamento. “Apesar de todas as dificuldades da doença, ele sempre mantém um espírito positivo, tá sempre se ocupando com alguma coisa, escuta muito rádio, fica ligado nas notícias, pede para ver imagens de satélite na TV, controla as finanças, os procedimentos das enfermeiras, sua rotina, dieta”, disse a filha.

Leia também: Após anos de pesquisa, cientista de Cambridge está a um passo da cura da esclerose múltipla

E, mesmo nesse estado, ele adora receber visitas e sempre tem uma caixinha de chocolate para dar aos amigos e familiares. “Ele sempre tentou manter o bom humor. A gente sempre teve o costume de dar BIS para as visitas, fosse quem chegasse lá em casa ou se a gente fosse visitar alguém. Então ele decidiu que para todo mundo que o visitasse ele daria uma caixinha de BIS“, explicou Dani.

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E assim ele tem feito, ai de quem tentar pegar os chocolates das visitas 😅

 

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Antes dos efeitos da doença, Paulo trabalhava como dentista, fazia academia, praticava esportes e lutas marciais e andava de bicicleta. “Mesmo assim, ele nunca reclamou de nada”, disse a filha.

Paciente acamado que se comunica e dá chocolates praticava esportes
Foto: Arquivo pessoal

A casa da família é cheia de cães e gatos, quatro cachorros e cinco felinos que fazem a alegria de Paulo. E ele conseguiu tornar o que seriam tempos de dificuldades em dias de muito amor e bom humor para a família.

De tudo que ele me ensina, o principal que aprendi é que nossa vida nem sempre pode ser doce. Mas quem dá o sabor a ela somos nós mesmos. Diariamente“, finalizou Dani.

Ah, Seu Paulo! Que exemplo de superação e de vontade de viver, e viver bem e ainda fazer bem aos outros!

E haja BIS!!! 🍫

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