Enfermeiro adota 5 filhos, depois mais 4 e tenta o décimo para não separar família

No ano passado, o enfermeiro Uanderson Barreto virou notícia ao adotar cinco filhos adolescentes (relembre aqui). Pois bem, nesta semana ele adotou mais quatro jovens! Agora, o pai tem nove filhos e já planeja a décima adoção.

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Curiosamente, durante uma entrevista dada na época das cinco primeiras adoções, ele disse que acolheu 5 rapazes, mas que se pudesse, “teria acolhido 1o”. Pois é exatamente o que está acontecendo.

“Eu fui em frente com meu sonho”, diz Uanderson, um ano depois.

Uma adoção atrás da outra

O primeiro a ser adotado foi João, em 2012. Na época, Uanderson encontrou o garoto em um abrigo. “Me habilitei junto ao Fórum e o adotei. Mas João tinha um irmão chamado Daniel que tem um retardo mental grave. Me senti muito mal de tê-lo deixado lá. Voltei e adotei ele também.”

Leia também: Mulher de 30 anos luta para adotar idosa de 67: ‘Ela ganhou um lar e eu, mais uma filha’

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Nesse momento, o enfermeiro soube que a família aumentaria muito mais do que ele imaginava inicialmente.

“Depois de uns meses recebi uma ligação de um outro abrigo [dizendo] que um dos irmãos dos meninos estava fazendo aniversário e se eu podia ir até lá pra eles se encontrarem. Fui e me sensibilizei muito por ele estar lá sozinho. Também dei entrada na adoção dele [Alexandre] e o trouxe pra casa”, lembra.

Pai de 5 adota mais 4 filhos e tenta o décimo pra não separar família
Uanderson com os primeiros filhos. Foto: Divulgação/Facebook

Meses depois veio Alexandre, o terceiro filho a se juntar à família, mas ainda faltava gente!

“No Natal seguinte fui ao acolhimento, trouxe o Pedro para ficar na minha casa. Ele gostou e ficou. Aí tinha deixado Leonardo no acolhimento. Há uma semana a adoção dele aconteceu e eu busquei o Leonardo também. Hoje formamos a família mais feliz do mundo”, comemorou na época.

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Mais filhos chegando…

Já em 2018, Uanderson se tornou coordenador de um abrigo de crianças e adolescentes em São Francisco de Itabapoana (RJ). Conheceu Jocilan, de 13 anos, e o levou para casa. Era o sexto filho.

“Ele é o único que veio sozinho, não tem nenhum núcleo biológico na minha casa. Ele é um amor”, diz. No meio do ano, encontrou o Marcos, de 16 anos.

Pai de 5 adota mais 4 filhos e tenta o décimo pra não separar família
Foto: Divulgação/Facebook

“Ele fez cursinho de informática no abrigo e me pediu, pelo Messenger, para que eu fosse pai dele. Ele era amigo dos meus filhos no abrigo e me dizia: “Tio, por favor, seja meu pai! Você é a única pessoa que adota crianças grandes, da nossa idade. Eu já estou lá há muito tempo!”

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O enfermeiro admite que resistiu um pouco, mas visitou o rapaz. Lá ele descobriu que Marcos tinha duas irmãs, Luciara e Vitória, e decidiu levar os três para casa. Cada qual tem respectivamente 17, 18 e 13 anos.

Por fim, Marcos, Luciara e Vitória têm um irmão caçula com paralisia cerebral que Uanderson também deseja adotar. Como o garoto é cadeirante, o pai de nove vai precisar reformar sua casa, fazendo adaptações pontuais no banheiro e no piso. Enquanto isso, a criança continua no abrigo.

“Ele teve paralisia cerebral após uma meningite. Ele tem 9 anos. Todos foram para o abrigo por negligência, maus-tratos”, diz.

A criança não pode ter o nome divulgado porque o pedido de adoção ainda está em andamento.

Motivação para adotar

O ‘pai de nove’ afirma que ter adotado os cinco irmãos não tem qualquer relação com sua religião, o adventismo. Ele conta que escolheu adotar os filhos maiores porque, em geral, as pessoas preferem acolher as crianças pequenas.

Pai de 5 adota mais 4 filhos e tenta o décimo pra não separar família
Foto: Divulgação/Facebook

“Sempre soube que minha família ia ser de filhos adotivos, maiores e meninos, que tinham dificuldade de adoção. Eu sempre soube que sofriam por serem preteridos.”

“Eu queria ser pai e que esse projeto fosse individual meu, eu não queria relacionamentos.”

Família humilde, mas feliz

Uanderson vive com filhos em uma casa alugada, de apenas dois quartos, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Ele sustenta a família com o salário que recebe como servidor.

“A gente não vive uma vida de folga, de luxo. A gente vive um pouco apertado, mas dá pra gente viver”, conta. O carioca também recebe ajuda da mãe, nos afazeres da casa e também dos filhos, que estudam durante um turno e ajudam em casa no outro.

Para sacramentar a paixão pelos filhos, Uanderson desenhou uma tatuagem no braço com os nomes de cada um deles. Ele também criou uma página no Facebook (“Adotando Vidas Brasil”), onde incentiva a adoção e arrecada doações.

Leia também: Enfermeira adota bebê prematura que nunca foi visitada em hospital

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Fonte: SNB

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