Pai solteiro emociona a internet com história sobre como adotou menino autista nos EUA

A história de amor entre Ruben Ramos, pai, e Hector, filho, foi cheia de obstáculos até chegar à adoção definitiva. Entre o momento em que viu o menino pela primeira vez, Ruben levou três anos até ter sua guarda definitiva. Para Heitor, a caminhada também não foi fácil e envolveu até morar em um lar com outra família.

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Ruben e Hector se cruzaram pela primeira vez em um evento de adoção, no Texas (EUA), em 2017. Era a terceira vez que Ruben, que trabalhava como diretor de marketing, foi em um destes eventos. Porém, nunca havia se sentido tão tocado ao ver uma criança como Hector, que é autista.

“Eu estava de lado, tentando ver se conseguia interagir com alguma criança. Enquanto eu estava ali, a mãe adotiva provisória de Hector chegou e o registrou no evento. Ela me apresentou ao Hector e perguntei se ele gostaria de participar de algumas atividades”, contou Ruben em carta enviada ao site Love What Matters.

A partir do momento que se encontram naquela noite, Ruben e Hector não se desgrudaram. Andaram de bicicleta, brincaram, comeram e surpreenderam a mãe adotiva provisória do jovem, que estranhou a interação de Hector com o publicitário.

Ruben e Hector agora podem brincar jutnos
Ruben Ramos e Hector agora podem se divertir como pai e filho. Foto: reprodução/Love What Matters

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Segundo Ruben, na época em que conheceu Hector, o menino apenas balbuciava algumas palavras em inglês e outras em espanhol, já que havia nascido no México. Ainda de acordo com o publicitário, o jovem autista era considerado como não-verbal.

Apesar de todo o encantamento entre os dois naquela noite, Hector acabou sendo encaminhado para outro lar. O que era o fim da esperança para alguns, não foi para Ruben, que afirmou que sempre acreditou que Hector voltaria para seus braços.

“Eu lembro quando e onde estava quando me disseram que eu não fui selecionado. Eu estava com o coração partido. Em meu coração, eu apenas sabia que ele era o esperado. Ele era, ele era a criança que esperava.”

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Uma longa história de amor entre pai e filho

No começo de 2018, dois anos após ter entrado com o pedido de adoção e cerca de um ano desde seu encontro com Hector, Ruben recebeu uma ligação que mudou para sempre sua vida.

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“Senhor Ramos, você se lembra de Hector? Bom, não deu certo com a família que foi selecionada para ele e o tutor de seu caso quer saber se você ainda teria interesse nele”, disse um funcionário do serviço de adoção a Ruben.

Três dias após desligar o telefone, o publicitário viu Hector entrar pela porta de sua casa. “Lá estava ele, aquele pelo qual chorei, rezei e esperei. Lá estava ele em minha frente novamente, só que desta vez ele estava na minha casa”, contou Ruben.

Ruben cuida de Hector com amor e carinho
Ruben Ramos diz que se apaixonou por Hector em seu primeiro contato. Foto: reprodução/Love What Matters

Lidando com o autismo

Após ser adotado provisoriamente, o mais novo papai teve dificuldades para lidar com o comportamento de Hector, que havia passado por experiências traumáticas no passado. Ruben, então, procurou especialistas para que o ajudassem com o comportamento do menino, que requer atenção especial por ser autista.

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Todo o empenho e entrega a Hector fizeram com que Ruben pedisse dispensa de seu emprego para estar mais próximo do menino nesta fase de transição. Em um dia, Ruben colocou Hector para dormir e sentou no chão da cozinha, começou a chorar e se perguntou se poderia ser um bom pai para o menino.

“Hector foi até a cozinha para pegar um copo d’água e me viu sentado no chão. Ele me perguntou o que havia de errado e eu fui honesto. Eu disse: ‘Não sei se estou preparado para ser um bom pai. Não é sua culpa – você não fez nada de errado. Só não sei como ser um pai bom o suficiente para você.”

Hector apenas respondeu: “Não desista, você pode fazer isso. Não desista”.

E em outubro de 2019, Ruben recebeu oficialmente o título de pai. Não foi um documento formal finalizando o processo de adoção de Hector – que só viria em maio de 2020 -, mas sim o menino o chamando de pai antes de sair do carro e entrar na escola.

“Depois de estacionar eu comecei a chorar como uma criança por uns 15 minutos. Eu sabia que isso era a coisa mais valiosa, com maior significado que tinha conseguido em toda a minha vida e que não teria volta.”

Desde que passou a morar com Ruben, Hector tem se desenvolvido e se aberto cada vez mais. O papai chama eles de “dupla resiliente, engraçada e doida”. E se você pensa que Hector é sortudo por ter Ruben como pai adotivo, o publicitário trata rapidinho de desmistificar isso.

“Uma vez me disseram o quão sortudo Hector era por me ter como seu pai. Enquanto eu sei que é um cumprimento, eu acho que o sortudo de verdade sou eu em ter ele na minha vida. Eu não o escolhi, eu simplesmente senti amor por ele.”

Gostou da história? Então veja a emocionante ação desses dois filhos:

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