Pai transforma seu blog em livro cheio de histórias de amor com seus três filhos

Toda vez que uma criança nasce no mundo, também nasce uma nova mãe um novo pai. A experiência é transformadora para todos. Cada dia se aprende uma coisa nova, tanto a criança quanto os pais.

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O escritor e pai Pedrinho Fonseca viu que seria legal guardar de recordação um livro, no formato de blog, com relatos sobre sua experiência e aprendizado paterno, para seus filhos lerem no futuro. Foi assim que nasceu o blog Do Seu Pai (que já falamos aqui).

Eu venho acompanhando a história do João, da Irene e da Teresa há algum tempo, e não me canso de falar para o Pedrinho o quanto acho maravilhosa a relação que ele e sua esposa Lua tem com todo o universo envolvido na criação dos pequenos. É tanto amor que emana que é difícil não se emocionar com os relatos escritos por ele com tanta habilidade literária.

E agora essas lindas histórias podem virar um livro.

Mas, agora, surgiu a oportunidade de ter uma versão impressa do livro. Pedro busca arrecadar dinheiro em uma plataforma de financiamento coletivo para poder lançar o livro Do Seu Pai. Para saber mais e ajudar a fazer isso acontecer, clique aqui.

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Para lançar a campanha, ele fez um belo vídeo e texto sobre a empreitada, reproduziremos na íntegra abaixo:

João, Irene e Teresa:

escrevo como quem engoliu uma brasa e tem no estômago um queimor de medo. A azia desconfortável da incerteza. Não sei se vai dar certo, mas preciso contar-lhes que estou fazendo uma tentativa muito importante, desde que comecei a rascunhar essas cartas aqui para vocês, no blog. Hoje, filhos, começo a pedir a ajuda de gente que vez por outra passa aqui – para ler e ver o que se passa na nossa família – para transformar este blog num livro. Gente que ora aqui, ora ali se reconhece em algum gesto nosso, alguma palavra nossa. O medo de não dar certo está bem aqui, no estômago. Mas nos braços, pernas, cabeça, peito, em todas as outras partes, tenho em mim o que este vídeo aí embaixo foi buscar: coragem. Amor, filhos, é quando o coração da gente bate no peito do outro e, ainda assim, estamos vivos. Para isso, para amar, é preciso coragem. Pois aqui estou: medroso e corajoso. Estou vivo, apesar de sentir meu coração batendo em cada pessoa que pode ajudar a realizar este livro – e sonho.

Do seu pai,
Pedro.

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P.S. 1: meu muitíssimo obrigado aos amigos que estão nesse vídeo. Ninguém, ninguém está aí sem uma razão. São mães, pais, filhos, amigos que têm uma importância na nossa jornada familiar porque nos inspiram, nos estimulam, nos acolhem e, principalmente, nos encorajam. Thiago, Sarah, Roberta, Dani, Gui, Alê, Fernando, Bella, Paulo, Julinho, Marcelo, Ian, Lua, Quinho, Mari: amo vocês. Sinto meu coração bater no peito de cada um de vocês quando os vejo, ouço, abraço, beijo.

https://www.facebook.com/doseupai/videos/1000651696687615/?permPage=1

Veja as recompensas para a campanha de arrecadação e saiba como viabilizar o livro aqui.

Os textos começaram a ser escritos em 2013. São histórias que retratam pequenas descobertas sobre como é ser pai dos filhos João, Irene e Tereza. Veja algumas delas (as minhas favoritas):

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Irene,

ainda vou repetir isso muitas vezes. Sim, seu pai repete as coisas. Repete coisas. Repete tudo. Repete. Vê? Usa a desculpa de ser estilo literário. Um dia você vai rir disso. Enfim, voltando ao assunto que ainda vou repetir muitas vezes. É bom dizer logo, a primeiríssima vez, e registrar aqui nesse nosso bate-papo unilateral (por enquanto, eu sei, porque você vai falar logo, logo).

(…) O fato é que a maneira de acordar diz muito sobre o caráter da pessoa.

Amanhã você completa 6 meses e eu posso te garantir. Em cada um dos seus dias de vida, você acordou sempre assim, sorrindo. Todos os dias. Todos. Eu disse todos. Eu sei, estou repetindo – mas não por estilo ou insistência. Mas por se tratar de um recado importante. Acordar sorrindo, sim, filha, comprova o bom caratismo, o bom pracismo e, principalmente, o estado de espírito real da gente. Amanhã você irá acordar assim, do mesmo jeitinho. E eu vou te encher de beijos, como sempre faço. Repetidamente.

Do seu pai,

Pedro.

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João,

ontem você fez a coisa mais importante da semana –acho– bem ali, embaixo de um carro. A gente jogava bola – (…) você, Tomé, Dodó e eu, ali, jogando, brincando, uma alegria.

Eis que a bola correu sem controle depois de um pontapé meio canelado da nossa lateral direita mais linda da zona oeste, Dodó. E a bola saiu em disparada até esconder-se, presa entre o chão de concreto e o fundo de metal do carro de Pio, distante de nós. Fiquei olhando sem me dar conta do que estava prestes a presenciar. Você agachou, olhou onde estava a bola e veio o lance mágico do dia, filho.

Você deitou no chão, esticou a perna, criando uma alavanca, tirou a bola com classe e voltamos a jogar. A vida resume-se a isso, filho. Quando algo prende a bola, a gente precisa correr atrás, usar as alavancas, devolvê-la para o jogo rapidamente e continuar como se nada tivesse acontecido. Será assim nos seus relacionamentos, nos seus trabalhos, com os seus amigos, com a gente, sua família. Bola sempre para a frente.

– Toca, toca, estou livre aqui na esquerda.

Do seu pai,
Pedro

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Irene,

desculpa, mas o assunto é chato.

Trabalho.

Trabalho, filha, é algo que os adultos fazem para conseguir bens materiais e, por vezes – e numa proporção infinitamente menor–, alcançar bens espirituais.

Tem gente que trabalha pouco e sofre com isso. Tem gente que trabalha demais e sofre com isso. Tenho uma história boa sobre o assunto.

Trabalhava numa agência de publicidade daquelas bem grandes, cheias de gente andando com pressa, vozes altas ecoando pelos corredores, obras de arte fajutas nas paredes, sapatos caros andando sobre tapetes baratos, olhares desesperados de quem já não sabia que dia da semana era aquele. Uma tristeza sem fim.

Observando as outras pessoas do trabalho, dia após dia, cheguei à conclusão de que muitos deles haviam errado de sala: entraram na agência, pensando que era uma emergência. Ou um centro cirúrgico e que estavam salvando vidas, noite e dia.

Sua mãe e eu fizemos uma opção de vida: trabalhar o mais perto possível de vocês. Mais que geograficamente, emocionalmente. A gente acredita que dá muito mais trabalho consertar do que cuidar (isso você entenderá no futuro). Pelo fato da gente amar cuidar de vocês, fica tudo mais fácil. O máximo de tempo que conseguimos ficar por perto, melhor para nós todos. Vocês vão saber que podem contar com a gente. É uma proximidade que transpassa a física. É para tudo, a qualquer hora, é plena.

É para a vida inteira. E para as inteirezas de uma vida tão fracionada.

O nosso trabalho existe para conseguir poucos bens materiais e, na maior parte das vezes, garantir nosso bem-estar espiritual maior, que é tê-los por perto.

Agora dá licença que o papai precisa sair do blog e trabalhar – mas antes eu vou aí no pé da sua mãe fazer uma foto e te dar um beijo.

Espero não atrapalhar o trabalho dela.

Do seu pai,

Pedro.

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João,

você acordou no meio da noite, caminhou lentamente até a sala, cumprimentou as pessoas que estavam terminando o jantar, pediu um sanduíche e um leite (você chegou da escola destruído, dormindo, nem havia jantado), sentou no colo da sua madrinha, comeu, contou histórias, falou um pouco da sua vida, perguntou coisas, riu, fez a gente rir, despediu-se, colocou o pijama (sério, você chegou da escola destruído, dormindo, nem trocou de roupa), escovou os dentes, voltou à sala, despediu-se novamente, disse que amava a sua Dinda, foi para a cama, pediu para eu ler uma lenda brasileira, dormiu.

Pode ser que hoje, ao acordar, você tenha apenas uma leve lembrança de tudo isso. Um sonho nebuloso, quase etéreo. Mas foi mais um encontro com Bárbara, que mora longe da gente, mas não sai nunca do nosso coração e do nosso pensamento. A gente tem uma gratidão enorme a ela, por tantas e tantas coisas que você vai saber no futuro – e se orgulhar ainda mais de poder chamá-la de “minha Dinda”.

Ontem, filho, você acordou no meio da noite e eu despertei para a importância de fazer escolhas certas para você. Sua madrinha te ama como se amasse a um filho. Nós a amamos como se amássemos a uma irmã. E você, bem, você acordou no meio da noite só para relembrar a gente o que é o amor. Esse sonho nebuloso, etéreo.

Do seu pai,

Pedro.

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Tereza, Irene e João,

para que serve a coragem, essa coceira que bate no miolo da vontade? Coragem serve para aceitar um convite. Serve para fazer as pazes com quem, por algum motivo menor, nos distanciamos. Serve para entregar o bilhete aéreo e deixar para trás um amor, aos prantos, no saguão do aeroporto. Serve para queimar os dedos no azeite quente ao colocar as cebolas para dourar. Serve para trabalhar com algo que nunca se trabalhou antes. Serve para carregar uma bandeira. Serve para o nosso exercício político diário, serve à ética. Serve para sentar no Estelita e dizer daqui não saio, daqui ninguém me tira. Serve para o diálogo. Coragem serve para banhos: de chuva, de cachoeira, de mar, de rio. Ela está lá no instante em que dizemos sim ao novo. E quando estamos abertos ao novo, ele entra sem bater. O novo, quando é de casa, chega no meio da noite, na hora do almoço, logo cedo, em pleno final de semana. O novo, se for bem recebido uma vez, volta. Ele voltou. Chegamos em Barbacena no dia 2 de agosto de 2015 com duas certezas: que ficaríamos aqui pelo menos um ano; que nada poderia nos fazer mudar daqui antes disso. O novo, filhos, é o maior inimigo das nossas certezas. Daqui a uma semana, no dia 26 de fevereiro de 2016, pegamos a estrada para nossa nova casa, nosso novo destino, mais uma etapa do nosso percurso de vida. Sabíamos que, ao sair de São Paulo, havíamos começado um caminho sem volta, o caminho do desapego, algo entre o nomadismo e o inconformismo. Aqui está ele. O novo. De novo. Vamos sentir falta de algumas coisas em Barbacena. Vamos sentir muita falta de alguns amigos. Muita falta mesmo. Gente que veio para reforçar nossa hipótese sobre as melhores relações: aquelas que têm o amor como norte. Nosso norte, agora, aponta para o centro-oeste. Brasília, aí vamos nós. Vamos nessa, filhos. Apertem os cintos. O amor é mesmo uma bússola quebrada. Que sempre indica um caminho desconhecido, mas com a paisagem mais surpreendente.

Do seu pai,

P.

Se você chegou até aqui, é porque quer realmente viabilizar o livro, acesse aqui.

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