Paratleta de 30 anos que nasceu sem braços e pernas se torna multicampeão do Jiu-jitsu

Os primeiros sentimentos que marcaram a vida da família de Juninho Cabral, assim que ele veio ao mundo, foram a desesperança e o medo.

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O atleta da Seleção Brasileira de Parajiu-Jitsu, que nasceu sem braços e pernas, precisou mostrar que poderia quebrar paradigmas já no primeiro choro de sua vida. Com o esporte, pôde provar que o impossível praticamente não existe.

Hoje, aos 30 anos, ele acumula medalhas esportivas e já participou de 10 campeonatos. Representou o Brasil no Uruguai, quando se consagrou campeão Pan-Americano.

Entre as muitas conquistas, em agosto de 2021, ganhou a medalha de prata no Internacional Pro – torneio organizado pela AJP Tour, no Rio de Janeiro. Formado em Educação Física pela Universidade de Cuiabá (Unic) de Rondonópolis, o atleta também é Vice-Campeão do Grand Slan do Rio de Janeiro, campeonato esse que dá a vaga para o mundial em Abu Dhabi que que acontece em 2021, ainda sem data definida por causa da pandemia da Covid-19.

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Paratleta coleciona medalhas em décadas de dedicação ao esporte – Divulgação

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Impossível não existe

Nada em sua vida foi fácil, conta que suas conquistas sempre foram ‘suadas’. Os parentes do lutador se surpreenderam ao se depararem com um bebê sem os membros superiores e inferiores.

Alguns parentes duvidaram que ele sobreviveria, por isso foi preciso que a sua tia e avó paternas o escondessem. Depois de uma semana Juninho foi apresentado aos pais que o aceitaram e começaram a entender como seria criar uma criança com limitações. Só que, até então, a família não imaginava que “limite” não faria parte do dicionário de Juninho!

Ingressou no curso de Educação Física da Universidade de Cuiabá, em Rondonópolis e se formou em 2014. Como mora na cidade de Itiquira (150 km de distância do câmpus), Juninho ia e voltava de ônibus todos os dias.

Durante a graduação teve várias oportunidades no ramo esportivo, foi auxiliar técnico do time de futsal feminino de Rondonópolis, podendo participar do campeonato brasileiro feminino, juntamente com o time da universidade.

Conta que o desejo de fazer o curso começou na infância, quando entrou na escola pública aos seis anos. “Nada era diferente, mas não me deixavam jogar futebol com as outras crianças. Foi aí que surgiu o desejo de cursar Educação Física quando crescesse. Queria poder praticar os esportes que todos julgavam ser impossíveis para alguém na minha condição, mas o que precisavam entender é que eu me adapto e consigo”, conta.

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Em 2015 foi voluntário como treinador do time feminino da cidade e em 2017 teve a oportunidade de conhecer o seu ídolo Falcão pessoalmente. Dois anos depois, Juninho teve seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu e se apaixonou pelo esporte. “Treino duro desde então para levar cada vez mais medalhas e orgulho ao meu estado. Não existe limite, o caminho é sempre persistir, acreditar e nunca desistir, assim a gente chega lá”, finaliza.

Leia também: ‘Minnie skatista’: fã de Rayssa Leal, menina de 4 anos faz sucesso nas pistas do RJ

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