A parteira queniana que fugiu para salvar dois bebês hermafroditas dos próprios pais

A parteira queniana Zainab já fez dezenas de partos na zona rural do seu país, onde o acesso a hospitais é precário. Zainab se acostumou a ver as crianças nascerem com o sexo definido. Isso até ela fazer o parto de um bebê que nasceu com órgãos genitais masculino e feminino.

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As crianças eram intersexuais, conhecido amplamente como hermafroditas. Intersexo é qualquer variação de caracteres sexuais incluindo cromossomos, gônadas e / ou órgãos genitais que dificultam a identificação de um indivíduo como totalmente feminino ou masculino. Essa variação pode envolver ambiguidade genital, combinações de fatores genéticos e aparência e variações cromossômicas sexuais diferentes de XX para mulher e XY para homem.

Por este motivo, o pai ordenou que a criança fosse morta, porém Zainab, que já era mãe e avó, escondeu e criou a criança como se fosse dela. No Quênia, existe uma crença de que crianças intersexuais, que nascem com os dois órgãos sexuais, trazem maldição para a família e os vizinhos.

“Ele me disse: ‘Não podemos levar esse bebê para casa. Queremos que ele seja morto’. Eu disse que a criança era uma criatura de Deus e que não poderia ser morta. Mas ele insistiu. Então respondi: ‘deixe o bebê comigo, eu o matarei para você’. Mas eu não o matei, eu fiquei com ele”, conta Zainab, em entrevista para a BBC.

O pai voltou a procurar Zainab mais de uma vez para garantir que a promessa tinha sido cumprida. Sempre que ele aparecia, a parteira escondia a criança e jurava que tinha matado o bebê. Porém, isso não funcionou por muito tempo.

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ILUSTRAÇÃO: CHARLOTTE EDEY

“Um ano depois, os pais ouviram dizer que o bebê estava vivo e vieram me ver. Disseram que eu jamais poderia revelar que o bebê era deles. Eu concordei e desde então crio a criança como se fosse minha”, disse ela.

O caso aconteceu em 2012, mas não foi o único. Dois anos depois, Zainab fez o parto de outra criança intersexual. Dessa vez, os pais não pediram para matar o bebê. “A mãe estava sozinha e simplesmente fugiu, e me deixou com o bebê”, conta ela.

O marido de Zainab, como na primeira vez, não aprovou sua decisão de ficar com a criança. As brigas começaram e Zainab decidiu se separar do marido e levar as crianças consigo.

“Foi uma decisão difícil porque financeiramente eu tinha uma situação confortável com meu marido, já tínhamos filhos criados e até netos. Mas ninguém consegue viver em um ambiente com tantas brigas e ameaças. Eu fui forçada a fugir”, disse ela.

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Os filhos de Zainab são crianças saudáveis e felizes. Questionada se em algum momento se arrependeu de ter deixado uma vida inteira para trás, em prol das crianças, ela esboça um sorriso irônico e diz: “Eu deveria me livrar delas? Não, eu sou mãe delas. Elas são seres humanos e eu tenho que cuidar das criaturas de Deus”.

Leia a matéria completa no site da BBC.

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