Startup usa digitalização e impressão 3D para produzir pernas protéticas 10 vezes mais baratas

Com a tecnologia que temos disponível hoje, muitas pessoas amputadas conseguem ter seus movimentos de volta graças às próteses. A questão é que o processo costuma ser lento e muito caro, realidade que a startup filipina Instalimb está lutando para mudar. Por meio de técnicas de digitalização e impressão 3D, a empresa tem conseguido produzir pernas protéticas 10 vezes mais baratas.

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Tudo começou quando o fundador Yutaka Tokushima tratou um paciente com gangrena causada por diabetes. Na época, ele não podia pagar por uma perna protética, então não foi amputado e infelizmente morreu. Foi então que Tokushima começou a desenvolver uma maneira de fabricar próteses a um preço muito baixo.

pernas proteticas 1
Foto: divulgação

Fundada em 2017, atualmente ele já consegue produzir próteses de alta qualidade em um ritmo mais rápido e a um preço mais baixo. O processo começa com um scanner 3D que tira todas as medidas do paciente. A partir destes dados, a empresa projeta uma prótese personalizada empregando o software 3D-CAD, geralmente usado para projetos de arquitetura.

Graças a esta tecnologia, o resultado é uma prótese de alta qualidade que se adapta perfeitamente ao paciente. A Instalimb utiliza uma impressora 3D especializada em materiais baratos compostos de plástico, porém de qualidade, o que acaba por reduzir os custos e o tempo de produção em um décimo quando comparado aos métodos tradicionais.

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“Todos os funcionários da Instalimb e eu estamos confiantes de que esta pode ser uma solução para a situação desesperadora relativa a pernas protéticas em países emergentes e em desenvolvimento em todo o mundo”, afirma Tokushima.

pernas proteticas 2
Foto: divulgação

Segundo a OMS, a cada minuto três diabéticos são amputados no mundo. Mas devido à tecnologia e a empresas como a Instalimb, milhares de pessoas poderão levar uma vida normal, já que milhões de amputados simplesmente não têm acesso à próteses.

Podemos resolver este problema e continuaremos a trabalhar arduamente para imaginar um mundo onde haja resiliência contra as dificuldades derivadas de populações cada vez maiores em países emergentes e do possível aumento do número de pacientes diabéticos lá fora, mesmo se eles passarem por um amputação”, promete o fundador.

Fonte: Designboom

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