Abraço e barulho de mar: Pesquisa revela as saudades do carioca durante isolamento

Uma pesquisa feita pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) perguntou aos cariocas quais cheiros e sensações eles sentem mais falta no cotidiano em meio à quarentena.

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O estudo dividiu os estímulos sensoriais em cinco categorias: visão, som, toque, cheiro e sabor, com resultados surpreendentes.

Para nada menos que 84% dos entrevistados, a maior saudade do carioca é abraçar. Faz muita, muita falta né? Aquele abraço apertado em parentes e amigos… ah, que saudade!

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Foto: Reprodução / O Segredo

A pesquisa ouviu 403 pessoas entre os dias 12 e 21 de abril.

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Saudade da vó

Pyero Martins, 25 anos, que trabalha como supervisor de recepção, conta que mal pode esperar para essa pandemia cessar pra dar aquele abraço forte na avó que o criou.

Faz quase um mês que a dona Therezinha liga para o neto cobrando uma visita e um beijo na testa. As ligações têm se tornado cada vez mais frequentes, fruto do esquecimento provocado pela idade da idosa.

“Ela esquece que não podemos nos ver por causa da quarentena, então telefona reclamando. Somos muito ligados, porque moramos juntos por mais de 20 anos, desde que nasci. Ia lá uma vez por semana e, toda vez que chegava ou ia embora, eu lhe dava um beijinho. Sinto falta da textura da pele dela“, conta o jovem, que viu a família pela última vez na Páscoa, há quase dois meses.

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Foto: Reprodução / Pense Futuro

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O estudo da ESPM também revelou que 69% dos entrevistados sentem saudade do afago das mãos de pais e avós.

Nem um pouco de saudade…

Questionados sobre aquilo que eles sentem “menos falta”, 49% disse que está muito bem, obrigado, longe das aglomerações em transportes públicos.

Outros 56% dizem não sentir nenhuma falta das buzinas e motores de carros. Claro! 😂

Área verde e marulho

Sobre a beleza da capital fluminense, 69% dos cariocas sentem saudade de contemplar o verde da natureza. Essa falta pesa no dia a dia da professora universitária Luciana Ribeiro, de 42 anos, que não sai do apartamento há um mês, “a não ser para o essencial”, ressalta.

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Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

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Luciana mora com a filha no bairro Campo Grande, na Zona Oeste, e confessa que não aguenta mais olhar pela janela e só encontrar a parede sem graça do vizinho.

“Costumava atravessar a baía três vezes por semana para ir às aulas do mestrado, em Niterói. Depois de pegar van e trem lotados, e de abrir caminho a pé no aperto da Uruguaiana, era uma respiro chegar à praça Quinze, àquele espaço enorme, aberto. Para completar, da barca, eu ainda podia ver o pôr do sol“, suspira a professora.

Uma surpresa da pesquisa foi que um terço dos participantes afirmaram sentir falta do barulho das ondas do mar.

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Foto: Reprodução / Expedia

“É um som que me traz muita paz. Sou muito ansiosa, mas, quando ouço o mar, lembro que o mundo é muito maior que as minhas preocupações”, afirma a estudante Thuany Araújo, de 22 anos, que rotineiramente mergulhava na Praia do Leme com a namorada.

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Fome sensorial

Os cariocas têm “fome sensorial“, isto é, a saudade que as pessoas sentem após algum período de confinamento compulsório, como a nossa bendita quarentena.

“Há essa relação diferente com a cidade. Quem nasce no Rio gosta de ser nascido aqui, de morar aqui. A pesquisa aponta isso: 80% concordaram total ou parcialmente com a frase “eu amo viver/trabalhar no Rio”. Quando a população não sente esses estímulos urbanos, como é o caso da quarentena, vem essa saudade de sensações cotidianas”, explica Ana Erthal, doutora em Comunicação e uma das responsáveis pela pesquisa.

Tudo é motivo para atiçar nossa fome sensorial: o aroma dos pães recém-saídos do forno das padarias, a pipoca do cinema, o sabor do chope gelado, o vinho degustado com os amigos, a comida de boteco

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Foto: Reprodução / O Regional

“Sabe aquela batata que você pede na terceira cerveja com o pessoal? É um cheiro de reunião, que não dá para associar à solidão porque você está sempre acompanhado quando sente. Na quarentena, o que mais pesa é estar sozinho. Mesmo que você peça cerveja em casa, o cheiro da comida do boteco só tem lá”, brinca o funcionário público Felipe Lyrio, de 37 anos, morador do bairro Cachambi.

Para o aposentado René Hasenclever, de 70 anos, 45 deles vivendo na Gávea, a maior das delícias que as ruas do Rio podem proporcionar é muito mais singela:

“Nada se iguala a um bom pastel de botequim, (ou) a uma picanha num restaurante. Em casa não é a mesma coisa. A gente não tem o mesmo capricho no preparo”, confessa.

Como tá a ‘fome sensorial’ de vocês?

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Fonte: O Globo

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