Pesquisador cria app que identifica violência contra a mulher pela voz

Lincon Ademir foi testemunha de várias cenas de violência contra a sua mãe dentro de casa durante a sua infância. Essa experiência negativa fez surgir nele o desejo de proteger as mulheres e, para isso, ele está usando o que mais entende: a tecnologia.

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Quando mais novo eu vivia muitas agressões sofridas pela minha mãe, isso me deixava mal por não poder fazer nada por ela, era muito criança, sem poder fazer nada para proteger. Após adulto não permito que ninguém toque nela, mas não podia fazer o mesmo por outras mulheres, afinal de contas eu sou apenas um. A partir daí surgiu a ideia de usar Inteligência Artificial para auxiliar a denúncia de forma automática”, disse o gerente de desenvolvimento de softwares.

Nasceu então o aplicativo ‘Hear’, que estará disponível para aparelhos Adroid em fevereiro deste ano. O nome do app é uma sigla para Helping Everyone to Actively React, que significa “Ajudando todos a reagir ativamente”. Emm inglês, Hear significa escutar, ouvir, e esse é o objetivo do projeto.

Como funciona o aplicativo

Depois de instalado no celular, o app capta os sons do ambiente mesmo estando offline e detecta sentimentos de angústia, aflição, gritos e palavras-chave que indiquem agressão.

Hear: aplicativo que reconhece violência contra a mulher pela voz
Foto: Reprodução/Hear

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Se for constatada uma situação de perigo, o aplicativo aciona uma rede de mulheres cadastradas na plataforma que estejam próximas do local para que elas possam chamar as autoridades policiais. O ‘Hear’ utiliza a tecnologia de GPS para identificar onde está acontecendo a agressão.

Leia também: Plataforma conecta mulheres vítimas de violência com psicólogas e advogadas 

O objetivo é detectar a necessidade do socorro e isso é feito automaticamente para que a mulher possa ser ajudada”, avaliou Ademir.

Desenvolvedor de aplicativo que reconhece violência doméstica pela voz.
Lincon Ademir é o idealizador do projeto. Foto: Reprodução/Hear

O projeto faz parte do mestrado profissional de Lincon Ademir no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) e é desenvolvido por uma rede de 28 pesquisadores voluntários.

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Imagens da equipe que desenvolveu aplicativo que reconhece violência contra a mulher pela voz
Foto: Reprodução/Hear

O trabalho é coordenado pela professora Ana Paula Furtado, da Cesar School e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). “Nossa ideia foi usar a tecnologia para atender esse problema social, para evitar que mulheres morram”, disse a doutora em ciência da computação.

Que as vozes das mulheres sejam literalmente ouvidas!

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Fotos de capa: 1 – Pixabay; 2 – Reprodução/Hear

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