‘Drag Síndrome’: pessoas com Down conectam-se à arte drag e mostram ao mundo quem são

A rede britânica de televisão BBC divulgou recentemente um documentário que mostra a vida de pessoas com síndrome de Down que encontraram na arte drag uma maneira de mostrar ao mundo quem são, e não os que os outros esperam que sejam ou façam.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

O grupo, conhecido como “Drag Syndrome”, foi reunido em 2018 pelo coreógrafo inglês Daniel Vais e é reconhecido como a primeira plataforma do nicho para artistas com Down.

Dá só uma olhada:

“Eu nunca fico nervosa quando se trata de performar: minha parte favorita é a dança e o lipsync, mas principalmente a transformação. Eu me sinto realmente confiante”, conta Ruby Codiroli, cujo nome artístico é Justin Bond. “Justin Bond é um grande paquerador e eu não flerto tanto com outros caras, porque sou um pouco diferente disso”, pondera.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

“Eu sinto que é ótimo que o público me veja como uma estrela no palco. Eu diria às pessoas que não nos respeitam: ‘não temos nenhum problema com você, mas eu posso ter um problema com você se você não nos tratar bem!'”, avisa.

Talento extra!

Durante a conversa, Daniel Vais disse que pessoas com síndrome de Down são especiais em aspectos distintos: “Os artistas com quem trabalho têm a cabeça muito aberta. Perguntei a eles: ‘vocês gostariam de tentar fazer drag?’ e eles ficaram super animados. Começaram a pesquisar sobre o mundo drag. A história drag, estilos de drag. E eles começaram a desenvolver seus próprios personagens. As pessoas que nos criticam têm uma mente muito fechada, não querem que as pessoas com síndrome de down façam parte da cultura contemporânea e gostam de suprimir o outro.”

“Nós não vamos deixá-los. Os equívocos que encontramos que têm a ver com pessoas com síndrome de Down são que eles não têm mente própria. Isso é completamente falso. Sim, elas são muito muito doces e maravilhosas, mas também têm muita garra. Eu acho que as pessoas com síndrome de down têm um cromossomo extra que lhes dá talento extra.

E continua: “Eles são as pessoas mais batalhadoras que eu já conheci. Muito, muito comprometidas consigo mesmas, com a arte e a carreira delas, o que é super inspirador É uma maneira para explorarem e mostrarem ao mundo quem são, e não o que as pessoas esperam que eles sejam ou façam”.

“E no final, elas são performers. Artistas profissionais. Somos uma companhia e merecemos performar: E nós merecemos que pessoas com outros talentos com deficiências se juntem a nós. O mundo da arte, o mundo da cultura e o mundo deveriam incluir mais pessoas com síndrome de down ou qualquer deficiência. Não podemos perder uma maneira diferente de ver as coisas. Então, quanto mais os incluirmos, mais rica será a sociedade“, finaliza.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Leia também: “Meu pai, que tem síndrome de Down, me inspirou a ser a melhor pessoa possível”, diz filho

Compartilhe o post com seus amigos!

  • Siga o Razões no Instagram aqui.
  • Inscreva-se em nosso canal no Youtube aqui.
  • Curta o Razões no Facebook aqui.
  • Envie sua história aqui.

Fonte: Gay Blog/Fotos: Reprodução/YouTube

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Quer ver a sua pauta no Razões? Clique aqui e seja um colaborador do maior site de boas notícias do Brasil.

CanaisPatrocínios
Marcas que nos apoiam

MARCAS QUE NOS APOIAM



Quer receber boas notícias todas as manhãs?

1,102,320FãsCurtir
3,282,832SeguidoresSeguir
25,464SeguidoresSeguir
11,200InscritosInscrever

+ Lidas

Menina adolescente arrasa e ganha o último Duelo de MCs Nacional

Há três anos nascia o Duelo de MCs Nacional, um evento para valorizar o cultura de rima improvisada do Hip Hop. Apesar do concurso em si...

Essa feirante optou viver com R$ 7 por dia, e o restante doar para caridade e escolas. Já doou mais de R$ 850 mil

Ela trabalha 18 horas por dia, seis dias por semana. Não importa quanto ganhe, a feirante Chen Shu-chu, 63 anos, diz precisar de apenas...

Casal ajuda mãe humilhada após pedir bolo de aniversário para o filho de 2 anos

A mãe queria muito um bolinho de aniversário para o filho de dois anos, ao invés de empatia, recebeu críticas e julgamentos.

Conheça o artista que pinta e vende imagens de moradores de rua por um grande motivo

Brian Peterson é um artista da Califórnia que está mudando vidas. Em seu novo projeto de pintura, Faces of Santa Ana, Peterson pinta moradores de...

Menino autista de 14 anos faz mestrado em física quântica

Aos dois anos de idade, o jovem americano Jacob Barnett recebeu diagnóstico de autismo, e o prognóstico era ruim: especialistas diziam a sua mãe...

Instagram

‘Drag Síndrome’: pessoas com Down conectam-se à arte drag e mostram ao mundo quem são 1