Instituto plano de menina expande atuação na pandemia com capacitação e geração de emprego para garotas de periferia

O primeiro Dia Internacional da Menina foi celebrado em 11 de outubro de 2012. A celebração marca os progressos realizados na promoção dos direitos das meninas e mulheres adolescentes e reconhece a necessidade de se ampliar as estratégias para eliminar as desigualdades de gênero em todo o mundo. Essas desigualdades incluem o acesso e o direito à educação, à nutrição, aos direitos legais e a cuidados médicos, e a proteção contra discriminação, violência e casamento infantil forçado.

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Quando olhamos os números que mostram o aumento de desemprego e pobreza da população no Brasil, e que vem aumentando em tempos de pandemia, tendemos a desacreditar em dias melhores, mas estes números não interromperam os planos do Instituto Plano de Menina – um projeto social que atua na promoção à igualdade de gênero e capacitação de meninas para o mercado de trabalho e autonomia financeira. Por meio de workshops sobre liderança, empreendedorismo, vendas, oratória, autoestima, tecnologia, educação financeira, entre outros, as meninas são capacitadas para atuarem em empresas multinacionais que são marcas madrinha do projeto, como The Body Shop, Unilever, Banco Pan, Maria Filó, Seda, Eqlibri, Bayer, Amaro, entre outras empresas que se uniram ao Instituto para promover um presente e futuro de mais possibilidades e oportunidades às meninas periféricas do Brasil.

Viviane Duarte é a fundadora do Instituto Plano de Menina.

O Instituto foi criado em 2016 pela jornalista, empreendedora social e Head of Connection Planning para América Latina do Facebook, Viviane Duarte, 43, que nasceu no subúrbio de São Paulo, bairro da Freguesia do Ó e se viu uma garota cheia de planos e poucas oportunidades, sentindo na pele o peso de nascer sem privilégios neste país. Reconhecida como Paulistana Nota Dez pela Revista Veja Sao Paulo, Woman To Watch 2020 e umas das 10 mais influentes profissionais de mídia do país reconhecida pelo Meio & Mensagem.

“Conquistar todos os planos que venho conquistando é um privilégio que não pode ser romantizado. Nem todas as garotas que nascem em periferias e sem condições financeiras de suas famílias, realizam seus planos. Elas engravidam cedo reproduzindo histórico familiar. Elas desistem por sucumbirem à falta. Elas precisam trabalhar para ajudar a família e faltam políticas públicas que as ajudem a se tornarem protagonistas de suas histórias. Desta forma, meninas se casam cedo e tornam-se dependentes de seus companheiros o que faz com que fiquem reféns de violência doméstica – o nosso país é o quarto que mais mata mulher no mundo e todas permanecem na relação não apenas por medo, mas falta de autonomia financeira para serem livres de seus algozes. Preparar novas gerações de meninas líderes e donas de seus mundos, cheias de conteúdo e autoestima para realizar, as conectando com grandes empresas aliadas deste propósito é o nosso plano”, diz Vivi Duarte, fundadora do Instituto que em plena pandemia capacitou milhões de meninas em plataformas online de ensino e empregou centenas de garotas, mudando suas histórias e luta para que meninas periféricas tenham as mesmas oportunidades no mercado de trabalho que meninas que nascem em bairro privilegiados.

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O Brasil é o quarto colocado no ranking mundial absoluto e o terceiro país da América Latina com maior índice de casamentos de meninas com menos de 18 anos: 36% das uniões são desse tipo. Em números absolutos, o Brasil fica atrás da Índia, Bangladesh e Nigéria.

Amanda Guimarães (foto ao lado), 19, do Jardim Angela, periferia de São Paulo, conheceu o Instituto aos 15 anos e depois de se formar nos cursos que participou trabalhou como jovem aprendiz no projeto e logo foi conectada à uma vaga de emprego em uma das grifes de moda mais importantes do mercado de Luxo, a Louis Vuitton. Amanda atualmente cursa faculdade de Marketing e é executiva de ecommerce da grife. “Nem nos meus melhores sonhos e planos imaginei que conquistaria tanto e poderia sonhar tão alto. O Instituto me mostrou minhas potência e me fez enxergar minhas habilidades e futuro de uma forma poderosa. Quero me formar e poder atuar no mercado internacional no universo de moda. Amo estar na LV e quero usar meus privilégios a favor de outras garotas.”

Mudança de vida

Um outro depoimento marcante é da Erika Lucy, de 20 anos:

“Minha vida profissional também foi diretamente impactada pelo Plano”, Erika Lucy.

“Dentro do âmbito pessoal o Plano de Menina me ajudou de forma crucial em minha autoestima, eu não conseguia me imaginar nos locais por não me achar boa o suficiente, não achar que merecia algo ou simplesmente não acreditar em mim mesma. Hoje, após workshops e muitos espaços hackeados, tenho conseguido lidar melhor com a Erika que eu quero ser, fui a lugares que achei que só conseguiria nos meus sonhos e fui simplesmente por ser quem sou, fui pra mostrar que alguém como eu também pode e deve estar nesses locais.

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Minha vida profissional também foi diretamente impactada pelo Plano, consegui uma vaga como Jovem Aprendiz na empresa Zx Ventures, que faz parte do guarda chuva da Ambev, tudo por meio de programas realizados pelo Plano. Hoje sou Auxiliar dentro de uma das maiores Multinacionais Brasileiras e comando um projeto em parceria com o Plano no intuito de trazer meninas da periferia para dentro deste universo profissional. Tenho certeza de que aonde quer que eu vá vou levar os ensinamentos do Plano comigo, na esperança de impactar mais meninas juntas”, afirma Erika.

Em seis anos de atuação o Instituto impactou milhões de meninas pela internet com cursos online e emprego centenas de meninas. O objetivo é ser ponte de conexão e oportunidades para meninas periféricas de todo Brasil e a instituição por meio de seus projetos de capacitação e empoderamento de meninas vem se tornando a maior em número de impacto real na vida de garotas no país.

 

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Uma nova chance

“Eu sou a Pamela, estou perto dos meus 20 anos e hoje certamente não sei o que teria sido de mim se não tivesse o primeiro contato com o Plano de Menina ali em torno dos meus 16. Vivendo uma fase de mudanças tendo que lidar com o mal do século de doenças mentais, estava lidando com um quadro de depressão que se agravou após ter reprovado de ano na escola. Eu me vi completamente perdida, desamparada, sem esperança alguma do que poderia ser do meu futuro até conhecer o instituto, que foi a grande chave de mudança na minha vida.

Conhecer mulheres que acreditavam na gente e nos mostravam o mundo de possibilidades, foi o que me levou a chegar onde estou agora! Anos atrás, pensei que tudo estava perdido… hoje, estou trabalhando na área administrativa e operacional da Ambev, uma empresa multinacional e, ao longo desses anos, o Plano de Menina foi o meu suporte para acreditar mais em mim mesma e no meu potencial, pude enfim reconhecer que mesmo que o nosso passado seja parte da nossa história, nós podemos erguer a cabeça e desbravar esse mundo, ocupar todos os lugares que quisermos, e que unidas, essa potência é ainda maior! O Plano de Menina foi transformador para a minha vida e seguirei aqui estendendo a mão para levantar mais meninas para cima, essa é a minha missão de vida! Jamais desistam de vocês, e acreditem, tudo é possível, nós somos capazes de alcançar coisas incríveis!”

Marcas madrinhas que acreditam no Instituto

Crédito de fotos: Felipe Adati

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