Estudantes cearenses criam pó para higiene bucal de baixo custo com juá, hortelã e cravo

Alunos de uma escola estadual em Salitre, no sudoeste cearense, desenvolveram uma alternativa sustentável para higiene bucal, acessível e de baixo custo para a população de baixa renda.

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Sob orientação da professora Rocicléa Mota, os estudantes Emanuelly Alencar, Vinicius Ribeiro e outros 19 da turma do 1° ano do Ensino Médio criaram um pó dental com base no pó de juá, hortelã e cravo.

A solução foi finalista da etapa regional do evento Ceará Científico, que reúne projetos científicos das escolas da rede estadual de ensino.

Estudantes cearenses pó higiene bucal baixo custo
Foto: Arquivo pessoal

Higiene bucal de baixo custo

Para a estudante Emanuelly Alencar, participar do evento científico foi uma experiência única.  “A responsabilidade de levar um projeto tão delicado é tamanha, pois requer de nós um bom aprofundamento nos objetivos e métodos”, destacou.

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Durante a pesquisa, a professora de química e orientadora do projeto Rocicléa Mota constatou uma redução considerável do número de bactérias responsáveis por doenças na boca, como a cárie, ao se utilizar o pó dental. “Isso prova que o juá pode ser usado na escovação, porque limpa e reduz as bactérias”, justificou.

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Funcionários da escola foram voluntários e utilizaram o composto por 14 dias durante a escovação diária.

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A espuma formada em contato com água produz a saponina, substância responsável pela limpeza. Foto: Arquivo pessoal

O pó dental foi analisado empiricamente e teve sua eficácia comprovada em um laboratório de uma universidade de Juazeiro do Norte (CE) por Antônio Rony da Silva, estudante de Biomedicina e coorientador do projeto.

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Foi observado o número de bactérias da microbiota oral antes e depois do uso por voluntários. Na produção se utilizou 70% de juá, 20% de hortelã seco e 10% de cravo. O conhecimento popular sobre o uso da entrecasca da árvore do juazeiro também foi considerado nos estudos.

Rocicléa destaca que já havia iniciado as pesquisas em outra escola onde também trabalha, no Piauí, mas no Ceará os alunos demonstraram bastante interesse. No total, cerca de 21 alunos participaram do projeto, iniciado em abril.

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Fonte: Tribuna do Ceará

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