Presidiários cuidam de mulher de 102 anos que uma vez já cuidou deles

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Maria Ribeiro da Silva Tavares trabalhava de voluntária no Presídio Central de Porto Alegre quando seu marido faleceu, na época ela era a única pessoa autorizada por eles a entrar na cadeia para mediar rebeliões. Após a morte de seu marido, com 24 anos, conseguiu convencer as autoridades locais a dar abrigo a 36 presos de alta periculosidade em sua própria casa. Seis anos depois fundou o Patronato Lima Drumond que mais parece uma grande casa com um grande pátio.

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Hoje Maria tem 102 anos e mora no mesmo local, juntamente com mais 63 homens que cumprem pena de regime semiaberto lá.

Roberto Sotello, um dos presos do patronato e o principal cuidador de Maria, tem grande carinho pela senhora. Em suas ultimas férias chegou até a levar a velhinha para acampar com sua família na Lagoa dos Patos.

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“A direção [da época] não me aceitou. Diziam que eu era muito perigoso. Mas ela argumentou que a casa não era para os santinhos” Lembra ele da época em que estava indo para o Patronato.

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O Patronato de Maria tem uma das menores taxas de fuga, se comparado com outras casas do mesmo tipo. Sirlei Hahn, diretora do patronato, afirma que existe uma certa receita para recuperar essas pessoas.

“Aqui a gente entra dentro do Patronato e, com a presença física da dona Maria, nós já temos um olhar diferente para com o preso. Nosso trabalho aqui, no momento em que recebemos ele, sem se preocupar com o que ele fez lá fora, tratamos ele como cidadão, orientando, encaminhando para trabalho. É uma vida aqui para fora. Aí ele é cobrado”, conta Sirlei Hahn.

“A gente procura aceitar o preso com histórico carcerário de trabalho, sem problemas disciplinares. Não interessa o crime ou a pena, mas o histórico no sistema prisional. São merecedores”. Conta também.

[UPDATE]

Nossos leitores mandaram a notícia que ela faleceu recentemente, pouco depois que sua história ficou  conhecida do grande público, vejam aqui a notícia.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Por que notícias assim não ganham destaque na “grande mídia”?

  2. Ela teve a coragem de acreditar que aqueles homens poderiam ser bons se tivessem uma chance de mostrar a outra face da moeda. Estava certa.

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