Após ficar preso injustamente por 20 anos, americano abre negócio com carcereiro

Juan Rivera ficou preso de 1992 a 2012 pelo estupro e assassinato de uma menina de 11 anos chamada Holly Staker, em Waukegan (EUA). Após uma série de apelações de sua defesa serem negadas, um juiz federal retirou as acusações por ilegalidades no julgamento do caso, incluindo materiais de DNA que apontavam para outro suspeito.

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Os anos atrás das grades pela condenação injusta o renderam uma indenização de US$ 20 milhões, em 2015. Com o valor, Rivera pensou em ir para a Califórnia e tentar recomeçar a sua vida aos 42 anos, mas foi convencido a ficar no estado de Illinois por um amigo de longa data que conheceu na cadeia: o carcereiro Bobby Mattison.

Os dois se tornaram amigos durante os cortes de cabelo na penitenciária. Além de guarda, Mattison também era coordenador da barbearia da cadeia. No local, os presos ganhavam novos cortes, mas também a oportunidade de aprender a cortar cabelos.

Ao ser inocentado, Rivera viu uma oportunidade de criar uma escola para barbeiros ao lado de Mattison, que o convenceu de abrir a Legacy Barber College (Universidade de Barbearia Legado, em tradução livre) no estado no qual a maior injustiça da sua vida aconteceu.

“Esta ideia começou, acredite ou não, na prisão. Eu vi uma necessidade. Nós queríamos  ajudar os menos afortunados, Porque assim que eles saem, não costumam ter nada para apoiá-los.”

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Parcerias com escolas e universidades comunitárias

Para além de ex-presidiário, Rivera busca ensinar jovens em idade escolar e universitária. A Legacy Barber College possui parcerias com escolas de ensino médio e universidades comunitárias da região de Chicago (EUA).

Inclusive, o acordo entre a escola de barbeiros e as universidades comunitárias incluem até créditos acadêmicos para quem passa pelo curso.

Barbearia em Chicago
A Legacy Barber College, em Chicago, profissionaliza os jovens que se interessam por cortes de cabelo. Foto: Joe Ward/Block Club Chicago

Moradores da região também podem se matricular na Legacy. Para Rivera, esta é uma forma de mostrar ao jovens que é possível ter uma especialização e um emprego sem necessariamente entrar na faculdade.

“Nem todos estão tentando ir à universidade. Nós queremos mostrar que há uma carreira que eles podem escolher e ter uma vida produtiva. Este pode ser o primeiro degrau de uma vida produtiva.”

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Que história e que iniciativa! 👏💜

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