Homem preso injustamente vira advogado para corrigir erros da Justiça

Ele conhece a dor de pagar por um crime que não cometeu e por isso decidiu ajudar réus condenados por erros da Justiça. Essa é a missão do advogado norte-americano Jarrett Adams.

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Adams passou uma década atrás das grades, após ser condenado injustamente por uma acusação de estupro, aos 17 anos, em 1997. O ex-detento tinha acabado de terminar o ensino médio, em Chicago, e foi a uma festa na Universidade de Wisconsin, onde junto com mais dois amigos conheceu uma jovem com quem se relacionou sexualmente.

Leia também: Juíza perdoa dívida de pai que largou tudo para cuidar da saúde do filho

Na época, ele afirmou que foi um encontro consensual, mas três semanas depois, a jovem denunciou os rapazes por agressão sexual. Como não tinham condições de arcar com os custos de suas defesas, foram levados à Justiça – um defensor público foi nomeado para defendê-los, mas decidiu não os ajudar.

“Esse cara [o advogado] nos disse: ‘Sabemos que vocês não fizeram isso. Eles não provaram o caso e a melhor defesa é não ter defesa’”, contou Adams em entrevista para a NBC News.

“Pareceu bom, porque não sabíamos de nada. Mas, na realidade, foi uma ideia horrível não chamar testemunhas, não ligar, e colocar o problema na frente de um júri todo branco, racialmente carregado. Não tivemos chance”, recorda.

A Justiça condenou Adams a 28 anos de prisão, um dos amigos, a 20 anos. O outro foi absolvido após ter conseguido um advogado particular, apesar de ser acusado pelo mesmo crime.

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O mundo caía sobre as costas de Adams, mas ele começou a ler livros sobre leis e encontrou um artigo na Constituição que exigia a assistência de um advogado ao réu. Ciente do seu direito, ele recorreu ao projeto penal Wisconsin Innocence, da Universidade de Wisconsin, que ajudou a revogar sua sentença, em 2007.

Um mês depois, Adams entrou para a faculdade de Direito, formou-se em 2015 e hoje trabalha na instituição que lhe tirou da prisão, ajudando pessoas acusadas injustamente e investigando casos de inocência.

“O que eu mais queria era dar orgulho à minha mãe, para que quando ela fosse à igreja e as pessoas perguntassem sobre seu filho, ela não abaixasse a cabeça em sua bíblia e começasse a chorar”, desabafou o advogado.

crédito da foto: Reprodução/Facebook Jarrett Adams

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